Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Dezembro de 2014

Rio

Prefeitura quer contratar empresa para operar teleférico da Providência

Agência Brasil

Em nota divulgada hoje (14), a Secretaria Municipal de Habitação do Rio de Janeiro reiterou que a prefeitura estuda a forma de contratação da empresa que ficará responsável pela operação do teleférico do Morro da Providência, primeira favela da capital fluminense, localizada no centro da cidade. 

O teleférico foi construído pela secretaria, como parte das obras previstas no projeto Morar Carioca, de urbanização de favelas, que está sendo executado na comunidade.

O equipamento tem 721 metros e foi concebido  com o objetivo de melhorar a acessibilidade a um dos morros mais íngremes do Rio. São três estações: Américo Brum, Central do Brasil e Cidade do Samba.

O teleférico terá capacidade para transportar cerca de mil pessoas por hora em cada um dos sentidos. Apesar de concluído há cerca de dez meses, o teleférico ainda não entrou em funcionamento.

Os investimentos da prefeitura nas obras de urbanização do Morar Carioca no Morro da Providência alcançam R$ 163 milhões. Desse total, cerca de R$ 75 milhões foram destinados à implantação do teleférico.

Em relação ao projeto Morar Carioca, a Secretaria Municipal de Habitação informou que as obras não avançaram porque os moradores entraram na Justiça e conseguiram liminar paralisando o projeto.

De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, as obras estão paradas desde novembro de 2012, “por força de liminar concedida pela juíza Maria Teresa Pontes Gazineu, da 2ª Vara de Fazenda Pública”. A liminar atendeu a pedido da Defensoria Pública, que representou um grupo de moradores contrários à construção do plano inclinado, que é um sistema de transporte complementar ao teleférico, fazendo a ligação entre a Estação Américo Brum e a parte mais alta da favela.

Isso levou à suspensão de todas as intervenções no Morro da  Providência. Segundo a secretaria,  a prefeitura tem participado de reuniões com os moradores da comunidade e com representantes da Defensoria Pública, com o objetivo de chegar a um consenso sobre o projeto e, também, obter autorização judicial para a continuidade das obras.

Tags: carentes, comunidades, Obras, Rio, transporte

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