Jornal do Brasil

Domingo, 23 de Novembro de 2014

Rio

Garis são aplaudidos pelo público no Desfile das Campeãs, na Sapucaí

Categoria, que ficou oito dias em greve, conseguiu reajuste do salário para R$ 1.100

Jornal do Brasil

Após o fim da greve dos garis, decretada no fim da tarde de sábado (8), quando a prefeitura concordou com a contraproposta da categoria de reajuste para R$ 1.100, a população do Rio teve a oportunidade, em plena Marquês de Sapucaí, de manifestar seu apoio às reivindicações. Quando um grupo de garis entrou na avenida para fazer a limpeza após a passagem de escola no Desfile das Campeãs, foi recebido com aplausos pelo público das arquibancadas.

O gari Renato Sorriso, símbolo da classe e que aderiu à greve, integrava o grupo, e destacou que a vitória dos grevistas, na realidade, era a "vitória do Rio. Uma vitória do povo e de todos os trabalhadores."

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O fim da greve foi decidido no sábado (8), durante a audiência de conciliação entre a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e os garis grevistas. A prefeitura aceitou a proposta de reajuste do salário-base da categoria para R$ 1.100, além de 40% de insalubridade e do aumento do vale-refeição de R$ 12 para R$ 20. Com isso, os garis decidiram encerrar a greve, que durava oito dias.

Inicialmente, a Prefeitura fez uma proposta de R$ 1.050 para salário-base, e os garis apresentaram uma contraproposta de R$ 1.100, que foi aceita. Os garis, que ganhavam  R$ 803, pediam salário de R$ 1.200 e outros benefícios.

A proposta inicial, um aumento de 9%, estava no acordo coletivo assinado entre a Comlurb e o sindicato dos garis, mas não foi reconhecido pelos grevistas, que se queixavam da falta de representatividade do sindicato. 

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Um dos representantes da comissão de greve, Angelo Ricardo Freitas, disse que os garis ficaram satisfeitos. "Estamos todos satisfeitos, pois não queríamos nada além disso, sentar e conversar e poder propor nossa pauta", disse.

O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo, disse esperar que o aumento de 37% sirva para que o episódio não passe de uma ressaca de carnaval. "Vamos por uma pá de cal nessa história", disse. Ele prevê que sejam necessários de dois a três dias para normalizar a retirada do lixo na cidade.

Estiveram presentes na reunião o presidente da Comlurb, Vinícius Roriz; o chefe da Casa Civil, Pedro Paulo; o procurador-geral do Município, Fernando Dionísio; , presidente do Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação, Luciano David Araújo, e o vice-presidente Antônio Carlos da Silva; o presidente do TRT, Carlos Alberto Araújo Drummond; a vice Maria das Graças Cabral Viegas Paranho; e a procuradora regional do Trabalho Débora da Silva Félix.

Tags: gari, lixo, manifestação, protesto, reivindicação

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