Jornal do Brasil

Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Rio

Garis são aplaudidos pelo público no Desfile das Campeãs, na Sapucaí

Categoria, que ficou oito dias em greve, conseguiu reajuste do salário para R$ 1.100

Jornal do Brasil

Após o fim da greve dos garis, decretada no fim da tarde de sábado (8), quando a prefeitura concordou com a contraproposta da categoria de reajuste para R$ 1.100, a população do Rio teve a oportunidade, em plena Marquês de Sapucaí, de manifestar seu apoio às reivindicações. Quando um grupo de garis entrou na avenida para fazer a limpeza após a passagem de escola no Desfile das Campeãs, foi recebido com aplausos pelo público das arquibancadas.

O gari Renato Sorriso, símbolo da classe e que aderiu à greve, integrava o grupo, e destacou que a vitória dos grevistas, na realidade, era a "vitória do Rio. Uma vitória do povo e de todos os trabalhadores."

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O fim da greve foi decidido no sábado (8), durante a audiência de conciliação entre a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e os garis grevistas. A prefeitura aceitou a proposta de reajuste do salário-base da categoria para R$ 1.100, além de 40% de insalubridade e do aumento do vale-refeição de R$ 12 para R$ 20. Com isso, os garis decidiram encerrar a greve, que durava oito dias.

Inicialmente, a Prefeitura fez uma proposta de R$ 1.050 para salário-base, e os garis apresentaram uma contraproposta de R$ 1.100, que foi aceita. Os garis, que ganhavam  R$ 803, pediam salário de R$ 1.200 e outros benefícios.

A proposta inicial, um aumento de 9%, estava no acordo coletivo assinado entre a Comlurb e o sindicato dos garis, mas não foi reconhecido pelos grevistas, que se queixavam da falta de representatividade do sindicato. 

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Um dos representantes da comissão de greve, Angelo Ricardo Freitas, disse que os garis ficaram satisfeitos. "Estamos todos satisfeitos, pois não queríamos nada além disso, sentar e conversar e poder propor nossa pauta", disse.

O secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Paulo, disse esperar que o aumento de 37% sirva para que o episódio não passe de uma ressaca de carnaval. "Vamos por uma pá de cal nessa história", disse. Ele prevê que sejam necessários de dois a três dias para normalizar a retirada do lixo na cidade.

Estiveram presentes na reunião o presidente da Comlurb, Vinícius Roriz; o chefe da Casa Civil, Pedro Paulo; o procurador-geral do Município, Fernando Dionísio; , presidente do Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação, Luciano David Araújo, e o vice-presidente Antônio Carlos da Silva; o presidente do TRT, Carlos Alberto Araújo Drummond; a vice Maria das Graças Cabral Viegas Paranho; e a procuradora regional do Trabalho Débora da Silva Félix.

Tags: gari, lixo, manifestação, protesto, reivindicação

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