Jornal do Brasil

Segunda-feira, 22 de Setembro de 2014

Rio

Bate-bolas terão que fazer cadastro para participação no Carnaval

Jornal do Brasil

Diante dos casos de violência ocorridos no carnaval deste ano nos bairros de Marechal Hermes, na Zona Norte, e no bairro de Olinda, Nilópolis, na Baixada Fluminense, envolvendo grupos de pessoas fantasiadas de bate-bolas, que culminaram com a morte de dois adolescentes, o deputado Dionísio Lins (PP), resolveu endurecer na questão do uso de máscaras e apresentou ementa a lei nº 6528, de setembro de 2013, proibindo o uso de máscaras de bate-bolas ou Clóvis, exceto para as crianças, durante o carnaval e demais manifestações culturais que façam parte do calendário oficial.

"Nossa finalidade não é a de inibir nenhuma manifestação cultural, mas sim a de colaborar com as autoridades no que diz respeito à segurança. Muitos marginais se escondem atrás dessas máscaras para cometerem delitos e até homicídios. Esses grupos marcam encontros inclusive pela internet para participarem de brigas em determinados locais, levando pânico aos foliões que ficam expostos a toda essa violência", disse o parlamentar.

A proposta determina ainda que esses grupos só poderão se apresentar em praças ou em outros locais, após serem identificados e cadastrados pelas autoridades de defesa do Poder Executivo.

"Acredito que com o cadastramento do nome, identidade e endereço dos participantes desses grupos de bate-bolas junto às autoridades competentes, seja delegacia policial ou região administrativa, a violência poderá ser inibida, já que agora o grupo será mais facilmente identificado, assim como seus integrantes", explicou.

   

Tags: cadastramento, Carnaval, jovens, mascarados, mortes

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