Jornal do Brasil

Terça-feira, 29 de Julho de 2014

Rio

Mocidade tenta escapar do rebaixamento

Portal Terra

Primeira escola a desfilar na noite desta segunda no Carnaval do Rio de Janeiro, a Mocidade ainda aprontava seus carros a menos de duas horas do desfile do Grupo Especial. Passando por graves problemas financeiros, a escola de Padre Miguel vai para a avenida muito mais com a garra da comunidade para falar de Pernambuco: "Há 23 dias, não tínhamos dinheiro para nada. Iríamos vir pra Sapucaí para sofrer. Agora pelo menos temos alguma coisa", disse Leda Damiana, 70 anos e 55 de escola, que vai estar na ala das baianas.

E tome problemas da escola. Além de ter sido penúltima no ano passado e obrigada a abrir o desfile desta segunda, ainda viu o presidente Paulo Viana ser tirado pela justiça. "A escola estava no zero. Fizemos milagre", diz Damiana. Em 23 dias, quase tudo mudou: do presidente à rainha de bateria.

Espelhos eram colados nos carros e a iluminação era instalada quase na hora do desfile. "Acredito que a força da comunidade pode tirar a Mocidade deste mau momento", diz outra baiana, Solaci Pires.

Rosangela Vicente diz que o grito de guerra do cantor Dudu Nobre, um dos autores do samba-enredo deste ano, vai ser fundamental: "vamos virar esse jogo, Mocidade". Dudu Nobre se dedicou para fazer a escola renascer no Carnaval depois do péssimo enredo sobre o Rock in Rio em 2013. Fez a letra do samba, ajudou na bateria. "Mas pegar a Sapucaí com pouca gente, fria e desanimada não vai ser bom", diz Rosangela.  Na escola, ninguém esconde o medo do rebaixamento.

 

Tags: desfiles, escolas, l samba, problemas, Rio

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