Jornal do Brasil

Sábado, 30 de Agosto de 2014

Rio

Garis entram em confronto com Polícia Militar durante manifestação no Rio

Agência Brasil

Um grupo com centenas de garis que fazia caminhada em direção ao Sambódromo acaba de entrar em confronto com a Tropa de Choque da Política Militar na Avenida Presidente Vargas, a pouco metros da sede da prefeitura. O conflito começou depois que a passeata foi barrada pelos policiais. Pouco depois de breve negociação, quando a caminhada foi reiniciada, os policiais passaram a usar bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Os garis ameaçam entrar em greve por melhores condições de trabalho, reajuste salarial, vale-refeição e pagamento de hora extra. Todos os policiais que participam da operação estão sem identificação e o major Brum, responsável pela ação, não justificou a medida.

>> RJ: sindicato nega greve e diz que movimento de garis não afeta coleta

A manifestação partiu da sede do Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro, que chegou a decretar uma greve de um dia na noite de ontem (28). Hoje, estava prevista uma nova assembleia ao meio-dia para discutir uma possível contraproposta da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), mas os dirigentes não compareceram.

Um dos organizadores do protesto, Bruno Lima, que é gari, disse que a categoria está há três anos insatisfeita com as condições de trabalho e avalia que o carnaval é o momento ideal para mostrar a importância da categoria para a cidade. " A gente não aguenta mais. São salários muito baixos, de cerca de R$ 900, o tíquete está defasado e as condições do trabalho são péssimas. Falta funcionário, a Comlurb virou cabideiro politico e quem trabalha de forma operacional, não tem valor", disse.

Em nota divulgada mais cedo à imprensa, o vice-presidente do sindicato, Anyonio Carlos da Silva, que informou sobre a paralisação, ontem, voltou atrás e explicou que a categoria não estava em greve. As ruas da capital fluminense amanheceram cobertas de lixo esta manhã. A Lapa, tradicional bairro boêmio, permaneceu suja até as 9h, quando alguns garis apareceram para retirar o lixo que ficou das festas de carnaval de ontem.

Tags: Atos, garis, protestos, Rio, ruas

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Comentários

1 comentário
  • Nathercia Martinelle

    Os garis certamente se sentem humilhados, p.ex., de ficarem recolhendo, noites e madrugadas afora, até após o clarear, diariamente, garrafas, latas, tocos de maconha etc., por vezes sangue, jogados na Praça São Salvador, em Laranjeiras. É um serviço à la carte para o bem-estar de pessoas egoístas e desumanas e para que esse caos se reverta em lucro para os interessados. Aos moradores da praça e entorno, restam fumaça insuportável, barulho infernal, noites insones, adoecimento, expulsão de sua residência e drástica desvalorização imobiliária, apesar dos esforços dos garis. A eles, meu agradecimento.

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