Jornal do Brasil

Sábado, 30 de Agosto de 2014

Rio

Escola ioiô, São Clemente tenta se firmar no grupo especial

Portal Terra

Enquanto algumas agremiações figuram sempre entre as primeiras colocadas, outras precisam batalhar apenas para se manter na elite da Sapucaí. Esse é o caso da São Clemente. As idas e vindas renderam o apelido de escola ioiô, rechaçado pelo diretor de harmonia da agremiação, Marquinhos.

“Na cabeça deles (críticos), certas escolas são pequenas. Mas o samba não tem fita métrica, não vê ninguém como pequeno”, rebate, contrariado, o mestre de harmonia e cria da escola, Marquinhos da São Clemente. “O Carnaval é como o futebol: vale pelo que você tem. Nome, mídia, potencial financeiro”, reclama.

Segundo ele, enquanto a escola faz um Carnaval com um dinheiro quase que integralmente encaminhado pelo governo, outras agremiações trabalham com cifras de patrocínio estratosféricas que chegam aos R$ 9 milhões ou R$ 10 milhões. “É muito difícil, mas a São Clemente não deve nada a escola nenhuma e na praça não deve nada a ninguém”, defende.

E é justo no enredo, focado na ideia de favela, que a escola, que ficou entre as últimas colocadas nos últimos três carnavais, aposta para perder o apelido. “Neste ano, nós vamos descer com tudo e ficar entre os seis primeiros”, torce Marquinhos.

Veterano em Carnaval – ele já trabalhou como diretor de harmonia em mais de 30 escolas diferentes, “mas nunca contra a São Clemente!” -, Marquinhos acredita que o ponto central para um grande desfile é o enredo. “Daí sai um grande samba, a quadra lotada, os componentes cantando”.

 

Tags: Carnaval, desfiles, escolas, Rio, samba

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