Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

Rio

CNDH da OAB condena ataques a lésbicas, homossexuais e militantes LGTB

Jornal do Brasil

O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, disse nesta terça-feira (25) que, lamentavelmente, o Rio de Janeiro tem sido cenário, nas últimas semanas, de episódios violentos que configuram um atentado ao processo civilizatório e à vida em sociedade. 

Ele citou inúmeros casos de justiça com as próprias mãos, com espancamentos e até execução sumária de supostos infratores e, agora, ações de violência desmedida contra lésbicas, homossexuais e militantes LGBT, inclusive o assassinato de um deles. 

"Essa escalada de violência tem que ser contida com rigor, como manda a lei. É de se esperar também que as pessoas resolvam o seu desequilíbrio emocional de outra maneira e não praticando crimes e exacerbando os seus vis preconceitos", concluiu o presidente da CNDH da OAB.

Amanhã (26), segundo Wadih, a OAB-RJ fará ato conta a homofobia, uma vez que foram encontrados também neste mês pichações em universidades, como a UFF, com dizeres homofóbicos e com a imagem da suástica.

No último dia 14, Vanessa de Holanda, de 24 anos, e Leidiane Carvalho, de 31, foram agredidas no Centro do Rio após desfilarem em um bloco de carnaval. Dois homens agrediram Vanessa, a chutaram e rasgaram sua roupa (deixando seios à mostra), e também agrediram Leidiane quando ela tentou ajudar a namorada. Havia pessoas na rua no momento do crime e o segurança de um teatro que presenciou a agressão, também não ajudou. O casal foi atendido pelo Centro de Cidadania LGBT Capital e na delegacia o crime ficou tipificado como "roubo presumido de homofobia".

No domingo (16), o militante do movimento LGBT de São Gonçalo Estrela Devillart foi encontrado morto em situação de violência (espancamento) no seu apartamento em São Gonçalo.

Na madrugada de terça-feira (18, a sede do Grupo Diversidade Niterói (GDN) foi invadida por um grupo ainda não identificado que depredou as instalações, rasgou documentos, destruiu móveis e ainda pichou dizeres de ódio homofóbicos na parede. O GDN já prestou queixa na delegacia e se reuniu com parlamentares da Alerj. 

Tags: advogados, agressões, brasil, Gays, Ordem

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.