Jornal do Brasil

Segunda-feira, 21 de Abril de 2014

Rio

Justiça decreta prisão preventiva de acusados de morte de cinegrafista

Portal Terra

A Justiça fluminense aceitou nesta quinta-feira a denúncia apresentada na última segunda-feira pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) contra os dois jovens acusados pela morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, Fábio Raposo e Caio Silva de Souza. 

Eles foram denunciados pela promotora Vera Regina de Almeida pelos crimes de explosão e homicídio doloso triplamente qualificado, praticado por motivo torpe, com impossibilidade de defesa da vítima e com emprego de explosivo. Além da denúncia, o pedido de prisão preventiva de ambos também foi aceito.

Caio Silva de Souza e Fábio Raposo são acusados de terem acendido e soltado o rojão que provocou a morte de Santiago. Os dois estão presos no Complexo de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. O inquérito do delegado Maurício Luciano, responsável pelas investigações do caso, foi entregue ao Ministério Público na sexta-feira (14).

Segundo a denúncia, “Fábio e Caio foram caminhando, lado a lado, com camisas enroladas na cabeça, estando Fábio ainda se utilizando de uma máscara à prova de gás, até próximo ao local onde o rojão foi acionado. Fábio, então, entregou o artefato para Caio e se posicionou de forma a poder observar o resultado de sua ação criminosa. Caio colocou o rojão em um canteiro e o acionou, afastando-se correndo do local”.

Outro trecho da denúncia afirma que os dois jovens dividiram previamente suas tarefas em meio ao protesto e que ambos tinham como objetivo ao acender o rojão “causar um grande tumulto no local, não se importando se, em decorrência dessa ação”. ”Com Fábio entregando para Caio o rojão com a finalidade, previamente por ambos acordada, de direcioná-lo ao local onde estava a multidão e os policiais militares e, assim, causar um grande tumulto no local, não se importando se, em decorrência dessa ação, pessoas pudessem vir a se ferir gravemente, ou mesmo morrer, como efetivamente ocorreu”.

Na quinta-feira, o advogado dos acusados questionou o depoimento de Caio de Souza à polícia. Para Jonas Tadeu Nunes, o jovem, identificado pela polícia como o responsável por acender o rojão que vitimou o cinegrafista pode ter sido coagido a depor uma vez que já havia manifestado o desejo de falar apenas em juízo. 

Tags: acusado, band, cinegrafista, morte, rojão

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