Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Julho de 2014

Rio

Há cinco anos o Rio de Janeiro recebia Dom Orani

Foi uma bela cerimônia litúrgica na Catedral

Jornal do BrasilDom Antonio Augusto Dias Duarte*

"Corações de Irmãos"

Há cinco anos a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro recebia Dom Orani João Tempesta numa bela cerimônia litúrgica na sua igreja-mãe, a Catedral. Lembro-me muito bem a alegria do povo, a emoção de D. Eugênio de Araújo Sales, arcebispo emérito naquela ocasião, e a responsabilidade de D. Eusébio Oscar Scheid, ao transmitir-lhe o rebanho que até então havia pastoreado.

O novo arcebispo, Dom Orani, encontrava-se no dia 19 de abril de 2009, pela primeira vez, com “o carioca”, como depois muitas vezes ele mencionou nas conversas sobre suas “novas ovelhas”. Recordo hoje suas palavras, cheias de carinho e de esperança, quando dirigindo-se aos presentes no final da Missa na Catedral, pedia-lhes que o recebessem nos seus corações com o mesmo amor que ele recebia à população carioca no seu peito.

Essa mútua comunhão de corações aconteceu. O “carioca” ama o seu Pastor, e o Bom Pastor ama o “carioca”.

As paróquias, as capelas, os movimentos, as novas comunidades, os jovens, os pobres, as várias comunidades espalhadas pelos quatro pontos cardeais do Rio de Janeiro, os turistas, enfim a Cidade Maravilhosa, experimentaram e continuam vivenciando essa correnteza de amor, de carinho mútuo, de atenção e de reconhecimento do sacrifício daquele que  “dá a sua vida pelas suas ovelhas”.

A alegria pela nomeação de Dom Orani João Tempesta como Cardeal da Santa Mãe Igreja Católica não é pura reação diante de uma notícia que ecoou na manhã do 12 de janeiro de 2014. Essa alegria é sinal de gratidão a Deus e ao Papa Francisco por terem escolhido esse homem de Deus e do povo para ser o servidor de um rebanho ainda maior.

Estamos vivendo o Ano da Caridade Social na Arquidiocese do Rio de Janeiro e com o Amor que palpita no coração de Dom Orani, simbolizado pela cor vermelha de suas vestes cardinalícias, pode-se visualizar que tal honra recebida não é considerada uma promoção, mas sim uma entrega total, até o sacrifício de si mesmo, em favor de todas as pessoas, especialmente das mais carentes e marginalizadas, a quem já ama e por quem se desvelará com mais afinco e disponibilidade.

A Cidade Maravilhosa, estendida aos pés da imagem do Cristo Redentor, sentiu-se abençoada pelo Papa Francisco, que a conheceu e a abraçou durante a Jornada Mundial da Juventude em julho de 2013. Agora, sente-se novamente abençoada pelo Sucessor de Pedro, com a nomeação do seu Pastor, o Cardeal Arcebispo Dom João Orani Tempesta, que levará um novo jugo e um novo peso, colocados por Jesus Cristo sobre os seus ombros largos e fortes.

Qualidades humanas não lhe faltam, capacidade de diálogo com todos e com os diversos segmentos da sociedade brasileira é uma evidência inquestionável, fé firme, esperança alegre e caridade solícita são marcas características do seu pastoreio.

O que lhe pode faltar? As nossas orações pela sua pessoa e pelo seu futuro ministério episcopal. A nossa colaboração dedicada e fiel, para que seu tempo se multiplique e para que suas palavras de governo sejam levadas à prática.  

O que lhe pode faltar? Aqueles corações inflamados pelo amor fraterno que foram por ele solicitados há cinco anos na Catedral de São Sebastião ao tomar posse da nossa Arquidiocese. Corações avermelhados, como suas futuras vestes de Cardeal, corações dispostos a servir seus planos de Bom Pastor, corações amigos que lhe dediquem o melhor de si, para que se cumpram as palavras da Bíblia: “o irmão ajudado pelo irmão é como uma cidade amuralhada”.

A Cidade Maravilhosa recebeu um grande Pastor de almas. Que os “cariocas” lhe presenteiem com um grande Amor de irmão!

*Dom Antonio Augusto Dias Duarte é Bispo Auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Tags: avermelhados, como, corações, de cardeal, futuras, suas, vestes

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