Jornal do Brasil

Sábado, 20 de Dezembro de 2014

Rio

A percepção das qualidades de um verdadeiro amigo

Dom Orani na visão do padre André Rodrigues

Jornal do BrasilPadre André Rodrigues*

Quando devemos enaltecer a figura de um amigo em torno de quem as atenções de diversos observadores estão se concentrando, tanto mais útil se torna a percepção das suas qualidades, quanto mais disposição se oferece para que aqueles que nos estiverem ouvindo se sintam bem ao refletir sobre o que temos a dizer.

Neste sentido, o melhor e ao mesmo tempo mais claro elogio que poderíamos compor sobre dom Orani reside no fato dele ser um verdadeiro amigo. Por isso, não há quem queira se distanciar, quando encontra aquela pessoa cujas palavras são cordiais, sinceras e honestas. Um verdadeiro amigo reconhece as ocasiões ideais para se achegar junto a seus apreciadores com tais virtudes.

De fato, a cordialidade, a sinceridade e a honestidade de Dom Orani já eram tendências preanunciadas desde quando ele escolhera como lema de seu ministério as palavras do evangelho que dizem "para que todos sejam um", trazidas em latim sob o seu brasão episcopal. E de que forma mais eloquente estas palavras poderiam se concretizar ou ter significado na vida que no reconhecimento imediato que as pessoas fazem desse bispo amigo, capaz de olhar para todas as pessoas sem preconceitos, abraçando-as, se aproximando e sorrindo sinceramente para elas? Ao fazer isso, ele demonstra que todos sejam iguais e revela que em seu coração haja um sinal muito forte que faz com que pessoas de habilidades e ideias diversas se sintam confortáveis ao estarem juntas, já que o que as convoca para ficarem mais próximas umas das outras é aquela figura carinhosa e de amigável gentileza.

Enriquece-nos quando aquele seu sorriso, ou aquele seu abraço ou até mesmo o bem conhecido soluço emocionado durante a sua despedida ao Papa na JMJ nos fazem lembrar da força indispensável que a simpatia promove nas relações humanas. Embora nossa admiração nos motive a imitar tão preciosa simpatia, não tem como a nossa lembrança focar apenas no seu sorriso, mas, de forma grandiosa para cumprir o que lhe é próprio por chamado, cuida-se do fato de nos fazer ver em derredor todos os demais com os quais urge "ser um".

Outro grande mérito da sua amizade é o seu interesse desbravador de se comunicar sempre com todos, servindo-se dos meios mais modernos e tecnológicos de comunicação. Enquanto há quem fale sobre o valor inegável que os instrumentos de comunicação têm neste processo de aproximação, parece que, em relação a dom Orani, isso não seja o que mais o diferencie dos outros que buscam a mesma técnica, mas sim o sentimento de se fazer presente na história de cada um, sem que esta presença se torne esquecida. Em breves palavras: entendemo-lo porque a sua amizade é tudo que desejávamos e tem tudo a ver conosco.

*Padre André Rodrigues é pároco de são José na Lagoa

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