Jornal do Brasil

Sábado, 29 de Novembro de 2014

Rio

Nosso Cardeal: O grande pastor do Rio de Janeiro

Dom Orani já se tornou um verdadeiro carioca

Jornal do BrasilPe. Thiago de C. Humelino*

Ao longo da história, tendo em vista a debilidade que com o passar dos anos seus filhos, como todos os seres humanos, vão desenvolvendo, a Igreja foi fixando idades máximas para o exercício de certos ofícios. É o que acontece, por exemplo, com os bispos, que devem apresentar renúncia do ofício de pastor de uma diocese ao completarem 75 anos.

Por parte dos fiéis que compõe a diocese, sempre fica a expectativa pelo novo bispo que o Santo Padre designará para a sede vacante. No Rio de Janeiro, experimentamos isso bem de perto, após o dia 08 de dezembro de 2007, quando D. Eusébio Oscar Cardeal Scheid, na época Arcebispo do Rio, ao completar 75 anos, apresentou ao Papa sua renúncia.

Se de certo modo, a espera foi longa pela nomeação, anunciada no dia 27 de fevereiro de 2009, não menor foi a surpresa ao sabermos que o novo Arcebispo do Rio de Janeiro era um monge. Tendo em vista que a formação monástica conduz muito mais ao recolhimento e aos estudos, nos perguntávamos, se um monge se adaptaria ao ritmo intenso e frenético vivido em nossos dias, também, na cidade maravilhosa. Para a nossa alegria, nem precisamos esperar muito. Em questão de meses, nosso novo Arcebispo, D. Orani João Tempesta, mostrou que já estava muito mais que adaptado, já se tornara um verdadeiro carioca.

Movido pelo seu ardente coração de pastor, a exemplo do Senhor Jesus, D. Orani teve compaixão dessa parcela do povo de Deus a ele confiada, e colocou-se, incansavelmente, a visitar e atender as diversas paróquias do Rio de Janeiro, desejoso de que a Palavra de Deus chegasse a todos.

Ao final de seu primeiro ano a frente da Arquidiocese do Rio, D. Orani já havia visitado, praticamente, todas as paróquias; mostrou preocupação e atenção às que não havia tido a oportunidade de celebrar.

Com uma fé vibrante, contagiou os católicos presentes no Rio de Janeiro idealizando, por exemplo, entre outros, a trezena de São Sebastião, padroeiro de nossa querida cidade, e, mais, recentemente, o dia da unidade arquidiocesana.

Sem dúvida alguma, não podemos deixar de falar da inesquecível Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Mais uma vez, nosso pastor mostrou que desconhece o cansaço e que é capaz de unir as pessoas e somar forças para a evangelização.

Com seu espírito conciliador, o Arcebispo da capital fluminense nos dá um excelente exemplo do ideal que ele mesmo escolheu como seu lema episcopal, Ut omnes unumsint, isto é, “para que todos sejam um” (Jo 17,21). Com seu trabalho,ele tem procurado, em primeiro lugar, unir os filhos de Deus para daí, juntos, contando com a presença e a força do Senhor, partirem em missão.

Para nós, padres, de modo especial os mais novos, já ordenados por ele, nos chama muito a atenção seu espírito paterno. De fato, nos trata com toda cordialidade. Sempre que precisamos de uma orientação, um conselho ou queremos conversar com ele, nos atende com toda a disponibilidade. Sem falar no apoio que nos dá sempre que precisamos, de modo especial, nas enfermidades. Basta ele saber que um padre está doente para ele visitá-lo imediatamente. Nisso falo por experiência própria.

Com sua simplicidade e seu constante bom humor, conseguiu cativar não apenas católicos, mas muitos outros irmãos e irmãs de outros credos também. Mostrando a todos, desse modo, a alegria de poder servir a Cristo. Sem dúvida alguma, todas essas qualidades do nosso querido pastor foram percebidas não apenas por nós, seu rebanho, mas também pelo Papa Francisco ao nomeá-lo no último dia 12 de janeiro como Cardeal da Igreja Católica.

Dentro da Igreja, podemos dizer, em síntese, que os cardeais têm a importante missão de ajudar o Santo Padre no cuidado pastoral dos fiéis presentes no mundo inteiro. Além disso, cabe aos cardeais, no caso de falecimento ou renúncia do Papa, elegerem o novo Santo Padre. Muito nos alegra saber que o Papa Francisco quer contar com homens como nosso Arcebispo para cuidar e guiar a Igreja de Jesus Cristo. É com certeza uma grande responsabilidade, mas Deus, que um dia o chamou a ser sacerdote, e, hoje, o chama a essa nova missão, o fortalecerá e ajudará.

*Pe Thiago de C. Humelino é vice reitor do Seminário Arquidiocesano de São José do Rio de Janeiro.

Tags: da igreja, dentro, dizer, em síntese, os cardeais, podemos, que

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.