Jornal do Brasil

Quarta-feira, 20 de Agosto de 2014

Rio

Alerj instala CPI do Vandalismo

Jornal do Brasil

Os atos de vandalismo em manifestações públicas serão investigados por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que está sendo instalada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj). O  deputado estadual Bernardo Rossi  (PMDB) recolheu pessoalmente 40 assinaturas – mínimo de 24 exigidos pelo regulamento – nesta terça-feira (11) e a CPI  será instalada oficialmente por meio de publicação no Diário Oficial do Estado nos próximos dias.

“Estão em prejuízo a democracia e a vida das pessoas com atos de vandalismo em manifestações que são legítimas. É preciso saber quem as pratica, suas motivações e como são financiados os atos de vandalismo”, defendeu Bernardo Rossi em plenário.

Para Bernardo , está em jogo também a liberdade de imprensa. “A imagem do repórter cinematográfico ainda segurando a câmara, seu instrumento de trabalho,  quando um rojão atingia sua cabeça nos choca a todos  pela violência contra o ser humano e pela violência contra o direito à informação”, afirmou Bernardo se referindo ao cinegrafista da Band, Santiago Ilídio Andrade, 49, que foi atingido por um rojão durante o ato contra o aumento da passagem de ônibus no Rio, na última quinta-feira (06.12), na Central do Brasil, no centro da cidade. O profissional da imprensa teve morte cerebral na manhã desta terça-feira (11.02)

Os atos de vandalismo foram registrados a partir da onda de protestos iniciada em junho de 2013, principalmente nas capitais. Em meio a manifestações pacíficas foram promovidos ataques a monumentos, prédios públicos e comércios.  “Deslegitima os movimentos reivindicatórios e isso fere o princípio democrático de livre expressão e tirou a vida de um profissional.  A motivação para este pedido de CPI está sendo feito não só como parlamentar e o caráter de fiscalização que o cargo prescinde, mas como cidadão porque fatos como este não podem acontecer”, afirma.

A CPI vai apurar responsabilidades principalmente no financiamento de grupos que praticam vandalismo. “A sociedade espera que possamos responder a perguntas como ‘Quem comprou  os morteiros?’, ‘Com que dinheiro?’, ‘Quem levou estes artefatos até lá?’,  ‘Quem oferece ajuda  jurídica para estas pessoas?’. São questões que precisam ser esclarecidas para que esta violência isolada e articulada tenha fim”, afirma o deputado.

Tags: . vandalismo, assembléia, comissão, inquérito, Rio

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