Jornal do Brasil

Terça-feira, 30 de Setembro de 2014

Rio

D. Orani assume o cardinalato – o Rio merece

Um momento importante para a Igreja do Rio e do Brasil

Jornal do BrasilRobson Leite*

Logo no início do ano, o Papa Francisco anunciou a nomeação do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, como cardeal da Igreja. A notícia foi boa não só para os católicos, mas também para todos os brasileiros. Em especial, o Rio de Janeiro ganha muito com essa nomeação. Foi o próprio Dom Orani que lembrou que a cidade do Rio sempre teve um cardeal, mas que a visita do pontífice para a Jornada Mundial da Juventude, em julho de 2013, contribuiu ainda mais para a escolha de um brasileiro: "Não tenho dúvida – disse Dom Orani à imprensa - de que a proximidade com o santo padre fez uma diferença grande, porque ele conheceu o Rio e a beleza do povo carioca".

Robson Leite
Robson Leite

Dom Orani também sempre foi simples e bondoso em sua atuação como pastor e, porque não dizer, simples e bondoso em sua atuação como político. Afinal, político, como o significado da própria palavra diz, é exercer a sua cidadania de forma ativa, e isso Dom Orani sempre fez. Um bom exemplo foi a sua incansável e vitoriosa luta pela reabertura do hospital são Francisco de Assis na Tijuca.

A construção de uma verdadeira cidadania passa por uma educação libertadora e inclusiva. Para nós Cristãos fica fácil exemplificar a necessidade desse modelo na passagem do Evangelho de São Lucas no qual Jesus deixa claro o seu papel: “Eu vim para libertar os pobres, os cativos e os oprimidos. Dom Orani vive isso na sua prática diária. Ensina-nos com seu testemunho a seguir os passos de Jesus de Nazaré, a viver em meio daquele que de fato precisam de vida, e vida com abundância.

Nesse momento, importante para a Igreja do Rio de janeiro e do Brasil, é urgente relembrar, conforme vemos em diversas passagens do evangelho, por exemplo, São Mateus 25,31-46, a opção preferencial de Cristo pelo excluído, definidos por Ele como o menor dos irmãos. “Estive nu e me vestistes, estive preso e foste me visitar. Cata vez que fizeste isso ao menor dos meus irmãos, foste mim que fizeste”. Não reconhecer o rosto do Cristo no rosto do excluído é aceitar o grande pecado social que corrói a nossa sociedade ‘moderna’

A sua eleição como Cardeal traduz o novo momento da Igreja, pois Dom Orani é a melhor expressão do que disse o Papa Francisco ao afirmar que a Igreja precisa de pastores com cheiro de ovelha. E ele, em sua ação pastoral, tem mais do que a presença junto do povo de Deus como característica, mas a defesa, ao lado deles, em especial dos que representam a opção preferencial de Cristo e da Igreja: os pobres, os jovens, os marginalizados e os oprimidos. 

Esse é o nosso novo Cardeal. Um homem simples, comunicador, sensível e profundamente identificado com o Papa Francisco.

*Robson Leite é deputado estadual pelo PT.

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