Jornal do Brasil

Sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Rio

Parlamentares comentam a nomeação de Clarissa Lupi para cargo na Agetransp

Deputados criticam a agência responsável pelos transportes públicos no Rio de Janeiro

Jornal do BrasilLouise Rodrigues*

A nomeação de Clarissa Lupi, filha do presidente do PDT e ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi, para o cargo de assistente no gabinete do conselheiro da Agetransp, Carlos Correia, repercutiu negativamente na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A nomeação foi divulgada seis dias depois de Lupi anunciar seu apoio ao PMDB na eleição para o governo do Rio de Janeiro.

O deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, acredita que “a Agetransp é formada por alianças políticas. É uma casa de acordos e tudo que paira sobre ela é suspeito. É uma agência regulada e não reguladora, como deveria ser”. Sobre a nomeação de Clarissa, Freixo preferiu não se manifestar, dizendo: “Eu não conheço a filha do Lupi, não sei do seu currículo e sua formação, tampouco da sua capacidade técnica para o cargo. Por isso, não posso julgá-la, seria leviano de minha parte”. O parlamentar declarou ainda que “o acordo político entre o PDT e o PMDB não é de hoje, eles estão no governo há muito tempo. Sendo assim, o Lupi não precisaria necessariamente desse apoio para conseguir emprego para quem quer que fosse. O PDT sempre esteve no governo Cabral”.

Para o tucano Otávio Leite, “a Agetransp hoje serve muito mais para atender conveniências políticas de ajustes do governo do que para ser um órgão técnico”. O deputado federal, contudo, acredita que “o conselheiro organiza sua equipe livremente e as implicações ou motivações políticas são de responsabilidade dele”, mas completa: “É claro que a coincidência das datas chama a atenção, porém não posso julgar quem eu não conheço”.

Já o deputado estadual Geraldo Pudim, do PR, defende que se trata de um caso de abuso de poder. “Existe uma Legislação que faz a previsão do que é abuso de poder econômico e político. Então, há de se definir o que significa isso porque, do meu ponto de visto, este caso se trata de um claro abuso de poder”, aponta o parlamentar. Pudim criticou também o governo do estado dizendo que “é uma vergonha isso que acontece na política do Rio de Janeiro. Ninguém anunciou uma aliança programática, apenas nomeação de cargos. O que está acontecendo é nomeação de cargos, é toma lá da cá”. Para o deputado, a nomeação de Clarissa deveria ser investigada. “Eu sou contra. Completa e absolutamente contra”, enfatizou.

Esta não foi a primeira vez que Carlos Lupi empregou parentes em cargos públicos. Em 2012, Larissa, outra filha do pedetista, foi nomeada Assessora de Apoio ao Usuário no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.

*Do projeto de estágio do Jornal do Brasil

Tags: carlos lupi, PDT, PMDB, PR, PSDB, psol

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