Jornal do Brasil

Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Rio

Trabalhadores do Comperj paralisam atividades e fecham RJ-116

Agência Brasil

Trabalhadores do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj) foram dispensados hoje (5), depois do protesto que fechou a RJ-116 nesta manhã. A via ficou bloqueada por horas e um carro do sindicato da categoria foi incendiado. Não há informações sobre feridos. A previsão é que as atividades permaneçam suspensas até a próxima semana.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil e Pesada, Montagem e Manutenção da região (Sinticom), o protesto foi motivado por opositores, com objetivo de tumultuar as negociações da data-base. “São grupos organizados de extremistas que querem desestabilizar as negociações”, disse o assessor do Sinticom Marcos Aurelio Artung.

A entidade negocia com as empresas do setor instaladas no Comperj reajuste de 15% a partir de fevereiro, inclusão de funções no piso, teto para horas-extras, reajuste do vale-alimentação, além de participação nos lucros. Uma nova assembleia está prevista para o início da próxima semana, quando deve ser apresentada a proposta patronal.

Procurados pela Agência Brasil, o consórcio de empresas que negocia com a categoria, a UTC engenharia e o Sindicato das Empresas de Engenharia de Montagem e Manutenção Industrial do Estado do Rio de Janeiro não comentaram o protesto. Responsável pela obra e pelo Comperj, a Petrobras também não se manifestou.

Depois de concluído, o Comperj deve se tornar o maior polo petroquímico do Brasil, com a previsão de processar 300 mil barris de petróleo bruto por dia e fornecer produtos que hoje são importados pelo país, como fertilizantes para agroindústria.

Tags: complexo, estado, paralisação, petroquimico, Rio

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