Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

Rio

Polícia diz que filho de Eduardo Coutinho confessou o assassinato

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O titular da Divisão de Homicídios do Rio, Rivaldo Barbosa, disse nesta terça-feira que o filho do cineasta Eduardo Coutinho, Daniel Coutinho, confessou ter matado o pai a facadas e esfaqueado também a mãe, Maria das Dores Coutinho. 

"Ele confessou o crime e, na verdade, explicou que tinha medo constante de viver e o objetivo era se suicidar, mas ele disse que não queria deixar os pais desamparados", afirmou o delegado.

Rivaldo Barbosa disse também que não dá para confirmar se Daniel sofre de esquizofrenia. "Não dá para comprovar. Não tem relação direta entre doença mental e prática de crime. O que importa é que o crime foi esclarecido pela Divisão de Homicídios", disse Rivaldo Barbosa.

Segundo o RJTV, Daniel Coutinho foi ouvido pela Polícia Civil na noite de segunda-feira, com a presença do inspetor e psicólogo da Divisão de Homicídios, Gilvan Ferreira. O depoimento durou pouco mais de duas horas e foi prestado no Hospital Miguel Couto, na Gávea, na Zona Sul do Rio, onde Daniel está internado sob custódia.

Ele já teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. O delegado não quis dar maiores detalhes do depoimento do filho do cineasta.

O corpo de Coutinho foi sepultado na tarde desta segunda-feira, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio. 

O velório, na Capela 3, começou por volta das 10h30 e foi acompanhado por dezenas de amigos e colegas de trabalho. Pedro Coutinho, filho do cineasta, chegou pouco depois das 15h ao local, mas não quis falar com os jornalistas. Uma salva de palmas de quase cinco minutos marcou o adeus a Coutinho.

O clima no local era de muita emoção. O ator João Miguel disse que Eduardo Coutinho, um dos maiores documentaristas do país, vai deixar saudades e também muita inspiração. “É um dos maiores cineastas, um dos mais inventivos do nosso cinema”, afirmou. Para o músico Jards Macalé, o cineasta foi “um grande artista e uma grande figura”.

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O cineasta Bruno Barreto ressaltou que a importância de Eduardo Coutinho vai além do fato de ele ser um documentarista. “Eduardo era um grande cineasta. O documentário era apenas uma das formas de ele se expressar. É uma perda irreparável”, enfatizou Barreto.

Emocionados, o escritor Ferreira Gullar, os atores Paulo José e Enrique Diaz e o diretor João Moreira Salles não conseguiram expressar sua dor para a imprensa.

O diretor de cinema Eduardo Coutinho tinha 80 anos e foi morto a facadas, dentro de sua própria casa. O principal suspeito é Daniel, filho de Eduardo Coutinho, que está sob custódia da polícia, internado no Hospital Miguel Couto. 

Segundo a Polícia Civil, Daniel esfaqueou o pai e a mãe, Maria das Dores, e depois tentou se matar. Maria das Dores também está internada no Miguel Couto.

Tags: cineasta, diretor, documentarista, enterro, morte

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