Jornal do Brasil

Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Rio

Corpo do cineasta Eduardo Coutinho é sepultado no Rio

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Foi sepultado na tarde desta segunda-feira, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, Zona Sul do Rio, o corpo do cineasta Eduardo Coutinho, morto a facadas na manhã de domingo em sua casa, na Lagoa. 

O velório, na Capela 3, começou por volta das 10h30 e foi acompanhado por dezenas de amigos e colegas de trabalho. Pedro Coutinho, filho do cineasta, chegou pouco depois das 15h ao local, mas não quis falar com os jornalistas. Uma salva de palmas de quase cinco minutos marcou o adeus a Coutinho.

O clima no local era de muita emoção. O ator João Miguel disse que Eduardo Coutinho, um dos maiores documentaristas do país, vai deixar saudades e também muita inspiração. “É um dos maiores cineastas, um dos mais inventivos do nosso cinema”, afirmou. Para o músico Jards Macalé, o cineasta foi “um grande artista e uma grande figura”.

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O cineasta Bruno Barreto ressaltou que a importância de Eduardo Coutinho vai além do fato de ele ser um documentarista. “Eduardo era um grande cineasta. O documentário era apenas uma das formas de ele se expressar. É uma perda irreparável”, enfatizou Barreto.

Emocionados, o escritor Ferreira Gullar, os atores Paulo José e Enrique Diaz e o diretor João Moreira Salles não conseguiram expressar sua dor para a imprensa.

O diretor de cinema Eduardo Coutinho tinha 80 anos e foi morto a facadas, dentro de sua própria casa. O principal suspeito é Daniel, filho de Eduardo Coutinho, que está sob custódia da polícia, internado no Hospital Miguel Couto. 

Segundo a Polícia Civil, Daniel esfaqueou o pai e a mãe, Maria das Dores, e depois tentou se matar. Maria das Dores também está internada no Miguel Couto.

Tags: Coutinho, documentarista, enterro, facadas, Filho

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