Jornal do Brasil

Quarta-feira, 23 de Abril de 2014

Rio

Reitores pedem federalização da Gama Filho e da UniverCidade

Agência Brasil

Rio de Janeiro - Os dirigentes das universidades Federal do Estado do Rio de Janeiro (Uni-Rio), Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), da Federal Fluminense (UFF), da Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) propuseram a federalização da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) que foram descredenciados pelo Ministério da Educação (MEC).

Após reunião terça-feira (14), os reitores dessas instituições divulgaram nota em que defendem a federalização como alternativa para que os mais de 10 mil estudantes das entidades descredenciadas não fiquem sem concluir o curso superior. Eles se dizem preocupados com a qualidade da educação e a responsabilidade do governo federal no credenciamento e acompanhamento das instituições da educação superior no país.

Estudantes fizeram protesto na terça-feira
Estudantes fizeram protesto na terça-feira

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“Assim, apoiamos como solução a federalização da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade", dia nota dos reitores. Eles ressaltam "o grande avanço na educação nos últimos anos" e apelam à presidenta Dilma Rousseff e ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para que considerem a proposta de federalização, já que têm todas as condições técnicas e políticas para implementar a proposta para, com isso, 'atender aos anseios das forças sociais, políticas e estudantis".

Para os reitores, a transferência dos estudantes para outras instituições pode ser inviável. “Consideramos também que o caminho para a solução do problema, que atinge os membros da comunidade acadêmica (alunos, servidores docentes e técnico administrativos), com forte impacto social, não seja uma simples redistribuição dos estudantes, tarefa que não é fácil e pode se mostrar inviável a curto e médio prazo, agravando a situação.”

Os reitores ressaltam ainda que a educação não pode ser vista como um negócio, mas um investimento de longo prazo, cuja maior responsabilidade cabe aos governos. “Neste sentido, reafirmamos a nossa disposição para colaborar com o processo de federalização, mantendo o compromisso com a educação de qualidade.”

Durante o encontro, foram também discutidos o calendário letivo deste ano em decorrência das chamadas do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e a formalização de um acordo de cooperação científica entre as cinco instituições.

Participaram da reunião os reitores da Uni-Rio, Luiz Pedro San Gil Jutuca; da UFRRJ, Ana Maria Dantas Soares; da UFF, Roberto de Souza Salles; em exercício da UFRJ, Antônio José Ledo Alves Cunha; e o diretor-geral do Cefet-RJ, Carlos Henrique Figueiredo Alves.

Tags: crise, educação, ensino, mec, protesto, ugf

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