Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Abril de 2014

Rio

Defesa Civil não vê comprometimento estrutural no prédio do Museu de Arte do Rio

Agência Brasil

A Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) informou hoje (14) que, após inspeção no Museu de Arte do Rio (MAR), os técnicos da Defesa Civil do Município não identificaram “comprometimento estrutural” no prédio e que os danos se limitam à “parte de alvenaria.

Segundo nota divulgada pela Cdurp, foram constatados afundamento no piso em frente à bilheteria e fissuras na rampa do Palacete Dom João VI, que abriga o museu. A nota informa que a Concessionária Porto Novo está providenciando os reparos necessários, que serão executados às segundas-feiras, dia em que o museu não abre, não havendo, portanto, prejuízo na programação do museu.

Próximo ao MAR, estão sendo feitas as obras de revitalização do Porto do Rio, que inclui a construção de dois túneis que substituirão o  Elevado da Perimetral, que está desativado e gradativamente implodido. Para a abertura dos dois túneis, são feitas escavações com a utilização de dinamite.

A Concessionária Porto Novo admite que, em razão das escavações que são feitas no local, são feitas “vistorias cautelares e monitoramento” nos imóveis do entorno, utilizando instrumentos específicos, como pinos de recalque, sismógrafos e marcos superficiais, instalados desde o início das obras.

Em nota, também ao falar sobre as rachaduras e fissuras, a Secretaria Municipal de Conservação, por meio da Defesa Civil, informou que faz rotineiramente vistorias para avaliar as condições estruturais dos imóveis na região do Porto.

“Até o momento, não foram identificados na região imóveis com risco iminente de desabamento, apenas com pequenos danos como fissuras ou rachaduras. Nestes casos, a concessionária Porto Novo é acionada para tomar as medidas cabíveis por ser a responsável por obras na localidade”.

Ao comentar o assunto, o prefeito Eduardo Paes disse que está sendo informado do problema, mas disse que ao, que tudo indica ,as rachaduras são nos rebocos da edificação. “Temos implosões ali embaixo, que podem ser a causa das rachaduras, uma vez que todos os prédios daquela região estão rachando”. Paes disse que a prefeitura monitora, acompanha e faz as reformas quando há necessidade. “Risco não tem nenhum, estamos monitorando”.

Segundo o prefeito, os visitantes do MAR “não têm com o que se preocupar: sou o primeiro a interditar [o museu] se houver riscos”.

O Museu de Arte do Rio, localizado na Praça Mauá, no Centro da cidade, foi  inaugurado em março do ano passado e as obras de restauração do Palacete Dom João VI e a construção do museu custaram à prefeitura R$ 79,5 milhões.

Menos de um ano após a inauguração, no entanto, o museu apresenta rachaduras de extensões variadas em diferentes áreas da construção e afundamento em parte do piso afundada no hall de saída do Pavilhão de Exposições, no prédio principal.

Tags: Centro, edifício, museu, rachaduras, Rio

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