Jornal do Brasil

Sábado, 25 de Outubro de 2014

Rio

Familiares de estudante morto por PMs na Linha Amarela responsabilizam Estado

João Pedro Cruz foi assassinado após o veículo em que estava furar uma blitz da polícia

Jornal do Brasil

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio, Marcelo Freixo (PSOL) se reuniu na manhã desta segunda-feira com familiares do estudante João Pedro Cruz, 23 anos, morto por policiais militares na madrugada do dia 30 de dezembro do ano passado após o carro em que estava furar uma blitz na Linha Amarela. Participaram do encontro membros da Comissão de Direitos Humanos da OAB e o advogado João Tancredo, que também defende a família do pedreiro Amarildo de Souza. 

Freixo vai solicitar reunião com o procurador-geral do estado, Marfan Vieira, com a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, e com o coordenador da Comissão de Direitos Humanos do Ministério Público, Márcio Mothé.

O avô da vítima, José Onildo de Menezes Cruz, contou que soube da morte do neto pela televisão. Ele lembrou que João, estudante de Cinema da Universidade Estácio de Sá, era um rapaz pacífico e politizado. "Ele participou de todos aqueles protestos (que começaram em junho do ano passado), mas saiu por causa da violência", disse. "Meu neto foi assassinado pelo estado. O governador e o secretário de Segurança Pública deveriam ser responsabilizados", criticou. 

André Barros, da Comissão de Direitos Humanos da OAB, disse que a polícia tenta transformar as vítimas - três homens estavam no carro com João -  em criminosos. Segundo o registro de ocorrência feito na 21ª DP (Bonsucesso), eles vão responder por tentativa de homicídio, porte ilegal de drogas e resistência à prisão.  

Tags: .expressa, Aluno, cinema, morte, Rio, via

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