Jornal do Brasil

Domingo, 20 de Abril de 2014

Rio

RJ: vítimas de tempestade devem receber aluguel social

Portal Terra

A Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) anunciou nesta quinta-feira pela manhã que os moradores que perderam suas casas em decorrências das fortes chuvas que atingiram o Estado desde a madrugada de quarta terão direito ao aluguel social. O benefício, no valor de R$ 500,00, será pago por 12 meses, podendo ser prorrogado caso seja necessário, ou até que as famílias recebam novas moradias.

Para fazer o cadastro do aluguel, as famílias precisam apresentar a original e cópia da identidade, CPF, algum comprovante de residência do imóvel afetado, laudo da defesa civil e o sumário social, cadastro realizado pela secretaria de assistência social de cada município.

Em nota, o governador Sérgio Cabral informou que falou com a presidente Dilma Rousseff pelo telefone para solicitar recursos para o Estado. Segundo o governo, foram feitos três pedidos básicos: colchonetes, água potável e cestas básicas. Cabral se reúne à tarde com os prefeitos da Baixada Fluminense e secretários de estado para tratar da situação e ver quais providências serão tomadas em relação às chuvas.

Ao menos três pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas que atingem o Estado do Rio desde a madrugada de quarta-feira e cerca de 8 mil moradores permanecessem desalojados. Outras 358 estão desabrigadas, segundo dados dos municípios e da SEASDH.

Em Bom Jesus de Itabapoana, um homem de 24 anos, identificado apenas como Reinaldo, foi encontrado morto e um menino de 12 anos está desaparecido. Segundo a Defesa Civil da cidade, dois carros passavam próximos a um rio que teve a ponte levada pela enxurrada entre os distritos de Calheiros e Rosal na noite de ontem quando foram levados pela correnteza.

Mais cedo, a prefeitura da cidade de Nova Iguaçu, que decretou estado de calamidade pública por conta das chuvas, confirmou a morte do pedreiro Martinho da Silva, de 50 anos. Ele havia desaparecido na madrugada de terça para quarta-feira, no bairro Rodilândia, e teve o corpo encontrado no Rio Botas, na altura do município de Belford Roxo. Além disso, o corpo de um rapaz de 18 anos foi encontrado em Belford Roxo, segundo informações da assessoria de imprensa da prefeitura da cidade.

As cidades de Nova Iguaçu e Japeri, que ainda se recuperavam do temporal da última quinta-feira, concentram a maior parte dos desalojados e decretaram estado de calamidade pública.

Em Nova Iguaçu, a prefeitura contabilizou até a noite de ontem 200 desabrigados e 900 desalojados nas 26 regiões mais críticas. Sete casas desabaram na cidade na madrugada desta quinta-feira. Segundo a Defesa Civil, as casas, localizadas em uma vila no bairro de Carmari, foram construídas sem estrutura e de forma conjugada. Ao menos quatro delas ficaram totalmente destruídas. As sete famílias que viviam no local foram alocadas nas casas de vizinhos e parentes.

Em Japeri, o número de desalojados subiu para 5 mil enquanto outras 42 pessoas estão desabrigadas, segundo a administração municipal.

Em Queimados, de acordo com dados da defesa civil, 1.987 pessoas estão desalojadas e outras 116 desabrigadas. Já na cidade de Mesquita há, conforme o governo do Estado, ao menos 50 moradores desalojados.

Segundo definição do Ministério da Integração Nacional, o grupo de desalojados é formado por pessoas que foram obrigadas a abandonar suas habitações de forma temporária ou definitiva em função de evacuações preventivas. Já os desabrigados são aqueles que tiveram a habitação afetada por dano ou ameaça de dano e que necessitam de novo abrigo fornecido pelo governo.

Tags: chuva, desabrigado, deslizamento, enchente, Rio

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