Jornal do Brasil

Sábado, 19 de Abril de 2014

Rio

Moradores de Queimados buscam ajuda em abrigos

Agência Brasil

Em colchonetes improvisados na Escola Municipal Metodista, em Queimados, Sandra Silva, de 42 anos passou a noite(11) preocupada em conseguir os remédios para depressão e ansiedade. Todos os móveis de sua casa, no bairro Santa Rosa foram estragados pela chuva que caiu na quinta-feira (5). Depois das chuvas de ontem (11) a família teve que deixar a casa por prevenção.

"Estou em tratamento psiquiátrico" conta ela com o neto mais novo de três meses nos braços. Além da criança, mais três netos, dois filhos, um genro, uma nora e marido moravam em casas vizinhas, mas todos fazem parte das 66 pessoas que passaram a noite em abrigos.

"Depois da primeira chuva, perdemos tudo mas continuamos em casa, dormindo no chão. Só na chuva de ontem que vieram dizer que era perigoso ficar aqui", disse.

O secretário de Assistência Social do município, Elton Teixeira destaca que as pessoas que estão nos abrigos receberão aluguel social e terão prioridade para entrar no Minha Casa, Minha Vida.

"A cidade teve as duas piores chuvas de sua história em cinco dias. Inicialmente tivemos 6 mil famílias afetadas diretamente pela chuva, com perdas materiais. Fizemos um trabalho de recomposição e limpeza da cidade. E anteontem tivemos uma forte chuva que praticamente fez o trabalho ter que começar do zero", explicou.

No bairro Jardim Alzira, Mônica Nascimento, de 42 anos continua em casa depois que a chuva destruiu móveis, roupas e eletrodomésticos. Ela e nove parentes estão dormindo no chão enquanto os pertences sujos de lama ocupam a calçada. "As crianças estão cheias de coceiras e dor de barriga. "Técnicos vieram aqui e disseram que iam ligar o telefone que estragou com a chuva”, observou.

Na mesma rua, Natanael Barros, de 42 anos teve o carro e a moto inundados pela água, que chegou a meio metro do chão, além de destruir os móveis. "Moro aqui há 10 anos e nunca tinha acontecido isso",disse.

Em Japeri, cidade vizinha -  42 pessoas estão desabrigadas e 5 mil desalojadas pela chuva, já começam a voltar para suas residências. Escolas, postos de saúde e igrejas estão servindo como abrigo e pontos de coleta de doações.

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