Jornal do Brasil

Sexta-feira, 18 de Abril de 2014

Rio

Sociólogo defende nova política de segurança pública no RJ 

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O Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro (ISP) divulgou nesta terça-feira (10/12) os números  da criminalidade no estado, referentes ao mês de setembro deste ano. Os registros de homicídio doloso, quando o acusado tem intenção de matar, aumentaram em 14,5% e de roubo, 40,1%, em relação ao mesmo período do ano passado. O estudo aponta para um aumento em todos os indicadores da violência, inclusive dos autos de resistências (confronto com a polícia seguido de morte). Já o número de pessoas desaparecidas diminuiu em 17,6%. 

>> ISP mostra aumento dos índices de criminalidade no Rio

Para o sociólogo Ignacio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), os números divulgados pelo ISP apontam para uma tendência negativa quanto à criminalidade no Rio. Na avaliação do especialista, os resultados negativos comprovam que o estado precisa de novas políticas na área de segurança pública. "As políticas que estão sendo aplicadas pelo governo ainda hoje já surtiram os seus resultados e se esgotaram. Tem que haver renovação", disse Cano.

Na visão do sociólogo do Núcleo de Violência Urbana da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Michel Misse, há uma tendência de estabilização na maioria dos indicadores de violência no estado. Os homicídios dolosos aumentaram mais na Baixada Fluminense e os registros de tentativa de homicídio estão estabilizados numa média de 100 por mês em todo o estado. Os crimes violentos apresentam números estáveis, com uma média de nove mil registros mensais. A mesma tendência é observada quanto o crime de estupro, oscilando entre 100 a 150 casos por mês. 

Messi comentou também que os registros de auto de resistência apresentaram uma curva que sugere um aumento que deverá ser mais específico numa próxima pesquisa. E o número de pessoas desaparecidas continua estável, na média de 500 casos por mês. A novidade desta pesquisa, segundo Messi, está nos registros de roubos, que apresentaram um aumento mais expressivo de maio deste ano em diante e deve apresentar índices mais altos nos próximos estudos. 

Tags: criminalidade, isp, pesquisa, pública, segurança

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