A Controlaria Geral da União (CGU) esclareceu em nota que não tomou decisão de impedir que as fundações de apoio das Universidades Federais recebam investimentos diretos para pesquisas, conforme foi afirmado em ato promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil e publicado pelo Jornal do Brasil.
A nota afirma ainda que em parceria com o Ministério da Educação (MEC) realmente elaboraram uma Coletânea de Entendimentos sobre o assunto, mas com o objetivo exclusivo (da publicação é) de uniformizar entendimentos já existentes sobre pontos que, com frequência, geravam dúvidas interpretativas da legislação, buscando, assim, reduzir a insegurança jurídica que decorre de tais situações.
A Coletânea, em forma de perguntas e respostas, trata de 122 temas (e tem sido muito bem recebida pela comunidade universitária brasileira, exceção feita). Desses, apenas dois temas geraram discordância e estão sendo prontamente tratados. Quanto às declarações do professor Pinguelli Rosa, a CGU lamenta a postura chula e virulenta com a qual tem tentado pautar esse debate, o que nada contribui para a real solução do problema.
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Apesar disso, a CGU reafirma que continua inteiramente aberta e disposta a discutir a questão de forma séria, e está fazendo isso com os interlocutores das demais instituições envolvidas que demonstraram estar verdadeiramente interessados no problema. "O diálogo tem de ser institucional e respeitoso; não pode ser chulo e amolecado como quer fazer o professor Pinguelli", diz a nota.