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OAB faz ato público contra fim da pesquisa universitária

Solução para impasse acadêmico pode sair em junho

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O impasse financeiro entre a Controladoria Geral da União (CGU) e o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ), envolvendo o repasse para a área de pesquisa, pode estar chegando ao fim. Uma reunião está marcada com o ministro-chefe da CGU, Jorge Hagi, em Brasília, para definir a questão no dia 4 de junho.

Felipe Santa Cruz, presidente da OAB/RJ, disse que a Ordem mediará o debate entre a Controladoria Geral da União e a UFRJ.

"Recebi uma ligação do ministro Hagi dizendo que os laboratórios não podem ficar paralisados. No dia 4 de junho haverá uma reunião com o ministro e as partes interessadas para tentar achar uma solução, uma vez que o Rio não pode sofrer com a paralisação da sua produção energética",disse Santa Cruz, que nomeou como mediadores o ex-presidente da OAB/RJ, Wadih Damous, e Felipe Mascarenhas.

A Coppe/UFRJ, que completa 50 anos em 2013,  perdeu R$ 10 milhões só neste ano.

O motivo do ato público realizado nesta sexta-feira(23), na sede da OAB, é a decisão da Controladoria Geral da União(CGU) de impedir que as fundações de apoio das Universidades Federais recebam investimentos diretos para pesquisas.

Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe, classificou a decisão da CGU como uma 'arbitrariedade', e deu declarações fortes: "É uma atitude impatriótica e contrária à Universidade Federal. Acredito que possa haver fortes interesses econômicos por trás dessa decisão", disparou Pinguelli.

Uma das maiores lamentações é a interrupção do projeto energético de uma usina em alto mar para aproveitar a energia das ondas do mar. A iniciativa já ocorre no Porto de Cepem, no Ceará, e há um projeto para que a Coppe/UFRJ, autora da usina cearense, faça o mesmo no Rio de Janeiro. O projeto, pela falta de verbas, está interrompido.

O superintendente da  Fundação Coordenação de projetos, pesquisas e estudos tecnológicos(Coppetec), Fernando Peregrino, criticou muito a atitude da CGU e lembrou os impactos da decisão. "Quando se desfaz um grupo de pesquisa como esse, ele não se repõe instantaneamente. É uma grande perda para a universidade", definiu Peregrino.

A reclamação da UFRJ passa ainda pela transferência de responsabilidade da Coppetec para a administração da universidade. Os recursos vindos de parceiros privados devem passar primeiro pela conta da universidade junto ao tesouro nacional, de acordo com a decisão da CGU.

A burocratização do serviço chega à espera de seis meses para a troca de material de laboratório,inviabilizando diversas pesquisas.