Jornal do Brasil

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013

Rio

Chega a 60 número de ônibus apedrejados durante greve no Rio

Jornal do Brasil

Já chega a 60 o número de ônibus apedrejados durante a greve dos rodoviários no município do Rio de Janeiro. Os coletivos são das viações Pégaso e Jabour, da Zona Oeste da cidade. Vários motoristas foram agredidos por piqueteiros nas portas das garagens, em Santa Cruz e Campo Grande.

Durante a madrugada, também houve confusão entre grevistas e funcionários da empresa Santa Maria, na Estrada Coronel Pedro Correa. Ninguém ficou ferido e a Polícia Militar foi acionada para controlar a situação.

>> Greve tem adesão de 90% dos rodoviários do Rio, diz sindicato

A paralisação dos motoristas e cobradores começou à meia-noite, após a realização de uma assembleia que rejeitou a proposta dos patrões. Ao meio-dia haverá uma nova assembleia para decidir os rumos do movimento. 

Na Avenida Brasil, passageiros aguardam ônibus no ponto
Na Avenida Brasil, passageiros aguardam ônibus no ponto

Os trabalhadores reivindicam aumento salarial, fim do banco de horas extras, jornada de trabalho de seis horas e término da dupla função, quando o motorista faz também o trabalho de cobrador. A Rio Ônibus, que reúne as empresas rodoviárias municipais da cidade do Rio de Janeiro, entrou com uma ação na Justiça solicitando que a greve seja declarada ilegal e, por isso, suspensa.

Com a greve, os cariocas enfrentam uma manhã complicada, com dificuldades para chegar ao trabalho. Muitos pontos estão lotados. Os poucos ônibus que circulam já chegam lotados ao Centro da cidade, aumentando a angústia de quem precisa trabalhar.

A Secretaria Municipal de Transportes informou que o BRT Transoeste, que liga Santa cruz à Barra da Tijuca, na Zona Oeste, opera com 22 ônibus articulados, sendo que a frota média é de 80 veículos. As linhas circulam apenas no corredor de ônibus expressos, sem as linhas alimentadoras nos bairros.

A Prefeitura do Rio de Janeiro determinou aos consórcios que coloquem a frota normal programada nas ruas da cidade. Segundo a prefeitura, a greve é parcial e há um aumento gradativo dos veículos nas ruas da cidade.

O presidente da Rio Ônibus garante que 30% dos coletivos estão na rua. "Está funcionando. Não por respeito à norma, mas por esforço das empresas e funcionários que estão chegando cedo e prolongando os horário", disse Lélies Teixeira.

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