Jornal do Brasil

Domingo, 19 de Maio de 2013

Rio

Rodoviários adiam possível greve para  semana que vem

Categoria decidiu permanecer em estado de greve

Jornal do BrasilIgor Mello

Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (18), os rodoviários decidiram não entrar em greve nessa semana e seguir dialogando com as empresas de ônibus. A greve, caso decretada, poderia ter sérios impactos para a sociedade, visto que a maior parte das escolas está na sua primeira semana de aula.

De acordo com o presidente do Sindicato Municipal dos Trabalhadores Empregados em Empresas de Transporte Urbano de Passageiros do Município do Rio de Janeiro (Sintraturb-Rio), José Carlos Sacramento, a categoria decidiu permanecer em estado de greve, mas não vai paralisar os serviços nesta semana. Ele terá uma reunião com os representantes das empresas de ônibus nesta terça-feira (19) e o resultado será apresentado para a categoria na próxima segunda-feira (28), onde a possibilidade de greve será novamente discutida:

"Por enquanto não vai ter greve. Vamos ter uma nova assembleia no dia 28, para a categoria ver se aceita ou não a proposta que os empresários vão fazer amanhã (19)", explicou Sacramento.

Os rodoviários vivem uma guerra política, com dois sindicatos atuando em nome da categoria. O Sintraturb-Rio surgiu como uma discidência do sindicato reconhecido pelo Ministério do Trabalho, o Sindicato dos Rodoviários.

Aumento de 23%

O piso salarial pedido pela categoria é de R$ 2 mil, um aumento de 23% no salário atual da categoria, de R$ 1.618. Além disso, querem aumento do valor da cesta básica e plano médico para o funcionário e três dependentes. O sindicato também quer o fim da dupla função, quando o motorista também faz as vezes de trocador:

"Na ponta do lápis: a diária do motorista de ônibus é de R$ 53,94. Cada hora extra são mais R$ 11,52. Se uma pessoa trabalha duas horas extras, são R$ 77 por dia. Em um mês de 30 dias, isso dá R$ 2.300. Por que os trabalhadores não ganham isso? Um motorista júnior ganha R$ 900, dirige um carro grande, com toda a pressão, sem cobrador. É complicado. Queremos mudar o sistema que causou isso, e não botar a culpa somente no motorista", argumentou Sacramento.

Tags: cobradores, greve, motoristas, onibus, Rio

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