Prefeitura decreta estado de emergência na Saúde de Niterói
A Saúde Pública da cidade de Niterói (Região Metropolitana) está em estado de emergência desde a manhã desta quinta-feira (24/1). Com o intuito de reverter o péssimo serviço oferecido à população do município, o prefeito Rodrigo Neves (PT) anunciou a formação de um gabinete para gerir a crise. Integram o grupo, que será coordenado pelo secretário municipal de Saúde, Chico D´Ângelo, as secretarias de Governo, Conservação e Serviços Públicos, Fazenda, além da Nitrans e da Emusa.
De acordo com Neves, o decreto terá validade de 90 dias, prorrogáveis por igual período. Porém, o ato pode ser revogado antes deste prazo caso a situação seja revertida.

"Herdamos uma situação crítica e dramática do ponto de vista financeiro e essa crise reflete na prestação dos serviços à população. Esse decreto é uma resposta planejada da Prefeitura de Niterói no sentido de restabelecer a assistência de saúde à população, o abastecimento nas unidades, viabilizar a contratação de profissionais de saúde já que boa parte da rede e recuperar fisicamente as unidades. A saúde de Niterói está na UTI e nosso objetivo é reverter rapidamente essa situação. Não vamos transformar o sistema de saúde de Niterói em sistema de excelência da noite para o dia. Meu compromisso com a população é, até o fim do mandato, em 2016, entregar um serviço de saúde de excelência para que a população possa ser atendida com dignidade. Não é possível que Niterói, que está entre as 100 cidades mais populosas do Brasil esteja na 96ª posição no índice de atendimento do SUS (Sistema Único de Saúde), sendo que Niterói é a cidade com o maior número de médicos por habitante", disse o prefeito.
Entre as ações que serão implementadas pela Prefeitura está a reforma e adequação física de nove unidades básicas de saúde (Morro do Estado, Cantagalo, Mata Paca, Maravista, Santa Bárbara, Varzea das Moças, Preventório, Baldeador e Souza Soares), a requalificação das unidades Mário Monteiro e Policlínica do Largo da Batalha que passariam a atuar nos moldes das Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Só nas ampliações e reformas dos postos de saúde, será feito um investimento de R$ 20 milhões repassados pelo governo federal e uma contrapartida do município.
O secretário municipal de Saúde, Chico D´Ângelo afirmou que faz parte também do conjunto de medidas a serem adotadas pela Prefeitura a obra da emergência e da UTI do Hospital Getulinho, no Fonseca. No início deste mês, cumprindo uma das bandeiras da campanha de Rodrigo Neves, a emergência pediátrica foi reaberta e está funcionando como um hospital de campanha. Em 20 dias, cerca de 3.000 crianças já foram atendidas.
O titular da pasta lembrou que, logo quando a nova administração assumiu a Prefeitura, encontrou uma situação de depreciação do sistema de saúde do município e cita o caso da Mário Monteiro como exemplo.
"A unidade estava com as lâmpadas queimadas, a grama alta, sem respiradores, o raio X não funcionava, os elevadores estavam parados. Já resolvemos o problema do raio X e dos respiradores. Era um cenário e hoje já é outro", disse o secretário.
O prefeito Rodrigo Neves afirmou que, apesar dos problemas financeiros que herdou, o trabalho da Prefeitura não parou e atribui isso à união com os governos federal e estadual.
"Graças a união com os governos federal e estadual conseguimos formar uma carteira de projetos que garantiram recursos e investimentos de R$ 400 milhões. Já reabrimos a emergência do Getulinho e criamos o programa de recapeamento das ruas", disse o prefeito.
