Atletas têm de improvisar no entorno do Célio de Barros
O estádio foi fechado para obras na última quinta-feira (10)
As obras do Complexo do Maracanã não afetam apenas o Museu do Índio, como o Jornal do Brasil vêm mostrando em suas matérias. O Estádio de Atletismo Célio de Barros está fechado desde quinta-feira(10), e atletas já puderam ser vistos treinando no entorno do estádio.
"Já estamos tendo problemas. Estamos treinando na rampa do metrô, improvisando aqui nas ruas. Isso quando não chove. Estamos dando nosso jeito", lamentou Edneida Freire, professora do projeto social.
Pessoas próximas a atletas informaram que o projeto prejudicado é o Rio 2016, ligado à Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro(Suderj).
Segundo a professora, o coordenador do projeto avisou na terça-feira(8) que a partir do dia seguinte o estádio não poderia mais ser usado pelos atletas:
"Foi um choque para a gente. O Célio de Barros é um coração, e as artérias são todas as comunidades com jovens que vêm para cá treinar. Vai ser bem complicado a gente sair daqui para qualquer outro lugar", disse a professora, que informou ainda que a Suderj, nesta quarta-feira(16), vai levar os alunos e professores do projeto a locais de alternativa de treinamento. A expectativa da professora é que o Engenhão e diferentes vilas olímpicas do Governo do Estado sejam usadas como alternativas nos próximos meses. "As condições em algumas delas não são ideais. Algumas só têm meia pista. Mas, para quem não tem nada, está valendo".
Edneida lamenta ainda a provável demora nas obras do estádio, e conta que houve uma reunião entre os professores do projeto e a Confederação Brasileira de Atletismo, quando foi explicada qual será a utilidade do estádio nos próximos meses:
"Segundo eles, o Célio de Barros vai ficar como um depósito de material, depois eles vão ver o que fazer", destacou a professora.
Por último, a professora lembrou a história do estádio para tentar sensibilizar as autoridades a não inutilizarem um dos componentes do Complexo Esportivo do Maracanã: "É um local que tem muita história, muita energia. Grandes atletas como Joaquim Cruz, Adhemar Ferreira da Silva, e outros campeões já competiram aqui. É um absurdo isso que estão fazendo. Que vire museu, que vire qualquer coisa, mas não destruam o estádio. Eu vou lutar para que isso não aconteça", finalizou a professora, indignada.
