Polícia prende acusado de participar da chacina da Chatuba
A polícia prendeu na tarde desta quinta-feira um homem acusado de envolvimento na chacina da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, na qual seis jovens foram mortos. Werly Angelo Soares dos Santos é acusado de participação no crime.
Contra ele foi cumprido mandado de prisão por tráfico de drogas e homicídio. A investigação está a cargo da 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão).
Onda de crimes na Chatuba
Desaparecidos após saírem para ir a uma cachoeira de Gericinó, em Mesquita (RJ), seis jovens foram encontrados mortos na manhã do dia 10 de setembro. Os adolescentes, moradores de Nilópolis, na Baixada Fluminense, foram identificados como Christian Vieira, 19 anos; Glauber Siqueira, Victor Hugo Costa e Douglas Ribeiro, 17 anos; e Josias Serles e Patrick Machado, 16 anos.
De acordo com laudo do Instituto Médico Legal (IML), os seis foram barbaramente torturados. Os documentos mostram que pelo menos dois deles tiveram os braços fraturados e quatro foram baleados na cabeça. As vítimas ainda tinham cortes profundos nos pescoços.
A polícia trabalha com a hipótese de que os jovens tenham sido capturados por traficantes locais, rivais da facção criminosa que comanda a região em que moravam as vítimas. Entre os acusados está Remilton Moura da Silva Júnior, o "Juninho Cagão", apontado como chefe do tráfico naquela comunidade. Além dos seis jovens, o grupo teria assassinado o pastor Alexandre Lima, 37 anos, e o cadete da Polícia Militar Jorge Augusto de Souza Alves Junior, 34 anos, no mesmo dia. José Aldeci da Silva Junior, que teria presenciado a morte do pastor, também pode ter sido vítima do grupo. Seu corpo foi encontrado em operação dentro da área do campo de instrução de Gericinó, que pertence ao Exército, no dia 13.
A onda de violência levou as autoridades a ocupar permanentemente a comunidade da Chatuba. A Polícia Civil também pediu a prisão temporária de sete traficantes suspeitos de participação na chacina.

