Jornal do Brasil

Quinta-feira, 24 de Maio de 2012

Rio

Para ex-Bope, UPP funciona e Rio vive "agora ou nunca"

Portal TerraDayanne Sousa

O ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e roteirista dos dois filmes Tropa de Elite, Rodrigo Pimentel, diz que o Rio de Janeiro passa por um momento de "agora ou nunca" na reação à onda de violência dos últimos dias. "É um momento único na história do Rio de Janeiro", diz otimista. Crítico da repressão violenta ao tráfico, ele defende as invasões de favelas e policiamento nas ruas que foram intensificadas desde os ataques que começaram no domingo (21).

Pimentel reforça a declaração do secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, para quem os ataques são uma reação de traficantes ao processo chamado de pacificação das favelas. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) se instalaram de forma permanente em favelas da capital carioca e, para Pimentel, diminuíram o poder do tráfico.

Um dos autores do livro Elite da Tropa, Pimentel e sua experiência no Bope inspiraram a criação do personagem capitão Nascimento, dos filmes. Lembrando de sua atuação na polícia, ele ressalta: 

Homens do Bope em operação na Penha. Foto: AFP
Homens do Bope em operação na Penha. Foto: AFP

- Quando eu era da polícia, tinha a nítida sensação de estar enxugando uma pedra de gelo. Eu nunca fui otimista em 12 anos de polícia e hoje eu sou otimista... Se isso aí não fizesse parte de um pacote mais completo de segurança, eu diria que é a repetição de um ciclo que a gente já conhece. Mas não é isso.

Leia a entrevista na íntegra.

 Você acha que esses ataques são coisa de "traficante emburrado", como disse o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame?

Rodrigo Pimentel - É evidente que é. As ações de terror que visam à promoção do medo e do pânico, de muita visibilidade e que não tem intenção nenhuma de lucro, são ações de terror. São ações de reação não só às UPPs, mas a toda a política de segurança pública do Estado. A UPP é, sim, o carro chefe, é o que está dando mais prejuízo para o bandido. Mas veja só... desde que o governador Sérgio Cabral assumiu, além da pacificação, tem também o encaminhamento de bandidos para fora do Estado. Tem ainda o indiciamento e investigação de familiares de presos. Os familiares que enriqueceram ilicitamente estão sendo investigados e denunciados pelo Ministério Público. Isso provoca no tráfico revolta. Todo mundo dizia que essa UPP era esquisita porque os bandidos não reagiam. Taí a prova de que não era nada esquisito. A UPP é realmente eficaz e tira o território do tráfico. A reação é essa aí...

As UPPs foram implantadas como um contraponto ao policiamento que combate o tráfico com mais violência. Mas aumentaram o policiamento nas ruas e as operações do Bope em favelas. A polícia divulgou nesta quarta que já foram mais de vinte mortos nessa reação aos ataques. Não corremos o risco de regredir?

É importantíssimo isso. Não é a volta da política de enfrentamento. Na verdade é uma consolidação da UPP. O governo do Estado persegue a pacificação como um caminho mais viável e mais inteligente como a única política de segurança pública do Estado - porque até então não havia nenhuma. Se existe uma reação dos traficantes a essa política de pacificação, é evidente que você tem que estancar essa reação. E para estancar essa reação, é operação em favela, sim!

Isso seria momentâneo?

Eu sempre fui um crítico desde tenente, de capitão... Eu sempre fui um crítico contundente da operação em favela. Eu sempre achei uma ação desnecessária e ineficaz, que não tinha o menor motivo. Porque você entrava na favela e saía. E aquilo não tinha fim nunca. Aí surge a UPP que entra na favela e permanece. De fato, funciona. Mas essa política de enfrentamento momentânea é para estabelecer e consolidar o processo de pacificação. Os marginais estão saindo de favelas já identificadas para efetuar pânico no Rio de Janeiro. Para queimar ônibus, matar pessoas... Então a polícia tem sim que invadir esses redutos e tomar esses traficantes. Tem que criar uma zona de desconforto para que eles não possam mais operar essas ações. Além de intensificar o policiamento nas ruas, a polícia tem que voltar às favelas e atacar esses redutos, esses sujeitos. Não tem jeito. É um caminho sem volta. É agora ou nunca. O Estado não pode ser refém, não pode se ajoelhar, não pode recuar um milímetro.

A população não sofre com isso?

Isso não é uma vontade do governo do Estado, não. É uma vontade da população. Todas as pessoas nas ruas estão solidárias às ações da polícia. Nós vamos viver no Rio de Janeiro nos próximos cinco ou seis dias, um pouco de medo, de estresse em sair à noite, de preocupação com o filho na escola. De "será que eu posso ir à faculdade porque a minha aula termina a noite?". Nós vamos viver um desconforto nos próximos dias, mas se for isso o preço para que a política de pacificação funcione, que seja pago. Está muito claro que isso é um momento. Não é uma política para sempre. É um momento. A política é a pacificação. O que a gente está vivendo agora é um momento importante para a pacificação.

Isso não pode virar um ciclo de ataques de traficantes e reações mais ostensivas da polícia?

Não. Na queda de braço com o Estado, o Estado ganha. Com todos os traficantes que o Comando Vermelho dispõe no Alemão e no complexo da Penha, o Estado já provou que consegue entrar lá. Então, nessa queda de braço quem vai sair perdendo é o traficante. E perde várias vezes. Perde porque a Justiça já entendeu que ele não pode mais ficar no Rio. Ele é uma ameaça à sociedade cumprindo pena aqui. Ele perde em cumprir pena num lugar mais distante, perde em ter seu reduto atacado pela polícia... Sinceramente, eu sou otimista. Se isso aí não fizesse parte de um pacote mais completo de segurança, eu diria que é a repetição de um ciclo que a gente já conhece. Mas não é isso.

Sobre a prisão em outros Estados, o secretário Beltrame informou que há indícios de que a ordem para os ataques tenha vindo do traficante Marcinho VP, de um presídio no Paraná...

Sim, você tem ataques que vieram do Paraná. Mas vieram em função de prerrogativas que os presos possuem no Brasil, de visita a vítimas, acesso a advogados e tal. Uma forma punitiva para eles agora é que eles sejam retirados do Paraná e sejam enviados a um presídio mais longe. Nesse intervalo, eles vão perder semanas de acesso a advogados e a familiares. E isso já descordena as ações reativas desses bandidos.

As UPPs estão instaladas, em sua maioria, na Zona Sul enquanto que investigações apontam que esses ataques estão vindo de outras regiões, da Zona Norte. O processo de pacificação não precisa ser expandido?

É. A UPP começou na região hoteleira da cidade, na região mais nobre e que tem potencial turístico. E isso é evidente em qualquer lugar do mundo. Não é privilégio para os ricos, até porque a UPP beneficia ricos e pobres. A UPP começou na região de Ipanema, Copacabana e Leme. Depois ela foi expandida. Ela já chegou, sim, à Zona Norte. Toda a região da grande Tijuca - que é um bairro de classe média - já está pacificada. E agora ela avança para uma região mais pobre. Já começou no Morro do Macaco, já entrou para o Morro do São João e está caminhando para o Morro da Matriz. Ela já está avançando para uma região... Agora, está longe do subúrbio da Leopoldina ainda, que é essa região que estamos falando da Penha. Está longe, mas ela vai chegar lá. Tanto vai chegar que a reação do bandido é em função disso. É o medo da aproximação da UPP do seu domínio territorial.

Entendo...

Deixa eu falar uma coisa. Eu nunca na minha vida deixei de criticar a política de segurança pública. Eu cheguei onde cheguei - no filme Tropa de Elite, no livro Elite da Tropa - porque cheguei criticando. Mas esse momento que eu vivo hoje da minha vida é um momento único na história do Rio de Janeiro. Eu não tenho nenhuma ligação partidária com o Sérgio Cabral. A gente tem que fazer uma opção: Essa porra tem que dar certo! Se isso não der certo minha amiga... Nós já testamos vários remédios e nada funcionou. O que a gente não testou ainda é a ocupação territorial permanente. Estamos testando e está funcionando. É necessário.

Já que você destaca esse seu posicionamento crítico, o que mudou desde o seu tempo na polícia?

Quando eu era da polícia, eu tinha a nítida sensação de estar enxugando uma pedra de gelo. A gente matava bandido e invadia favela sem ter uma luz no fim do túnel de melhora. Hoje em dia, fora da polícia, eu vejo com muito otimismo o futuro do Rio de Janeiro. Então essa é a melhor mudança. É o otimismo. Eu nunca fui otimista em 12 anos de polícia e hoje eu sou otimista. E olha que eu sou muito mais crítico agora do que eu era anteriormente.

 

Tags: Bope, Rio, violência

Comentários

33 comentários
  • Celso, RJ
    Celso, RJ

    Excelente colocacao do assunto. O JB esta de parabens!

  • MARCOS ANDRADE MORAES, jf/mg
    MARCOS ANDRADE MORAES, jf/mg

    Tá muito bom. Mas policia é pra prender; agora terão que prender. Ou mata-los.

    O resto é proselitismo.

    MAM

  • Araújo, VOLTA REDONDA
    Araújo, VOLTA REDONDA

    Sempre tive a convicção de que a solução no Rio passava por dois caminhos inevitáveis: Exterminar na base , o que está ocorrendo e a prisão por cima, ou seja, desarticular a estrutura do crime organizado nos altos níveis do poder, e este pessoal não está na favela, é gente das altas classes sociais, políticos e etc..mas esta parcela da solução não está sendo feita, ou pelo menos não parece estar. Se não resolver nas duas pontas, é só questão de tempo e o crime voltará ao domínio do estado. Seria a assepsia total da estrutura criminal. Parece que este filme Tropa de Elite 2 corrobora com a minha tese, não?

  • Luisa, Rio
    Luisa, Rio

    Acredito que se não a unanimidade, mas a maioria torce para que se dê certo e deve torcer mesmos,mas a questão é: há drogas porque há usuários. Alguém acha realmente que o tráfico irá acabar, com o grande potencial de consumidores que há no Rio e o lucro que o comércio do pó dá? Pois é, sobre isto ninguém fala. Ninguém quer falar sobre o grande contingente de usuários e a maioria dele na zona sul, porque o favelado quando se torna viciado entra para o tráfico para poder manter o vício. O da Zona Sul tem o delivery. Vamos ver como é que isto vai ficar.

    Que precisa ocupar o espaço do morro precisa, mas acabar? Duvido muito, a lei de mercado existe não apenas para as coisas lícitas, mas ilícitas também, o potencial de consumo do Rio é imenso. Aliás, de vários lugares do país, mas quem está na berlinda no momento é o Rio.

  • Tarcisio Guimaraes, Varzea Grande/MT
    Tarcisio Guimaraes, Varzea Grande/MT

    Sr. Rodrigo,
    O momento é esse, e é momento de apoio as autoridades, seja qual for a medida adotada, é hora de Direitos Humanos para nos. Muito realistas e conscientes os seus posicionamentos, sou carioca, e tambem estou otimista, sou patidario de que bandido bom, é bandido ditado, no carcere ou no cemitério. Quanto a ordenacao de açoes de dentro de presidios, resta a incomunicabilidade total, ou o Estado nao pode?
    Abraço
    Tarcisio

  • E.Barroso, Bruxelas
    E.Barroso, Bruxelas

    Muito importante essa entrevista, o Rodrigo Pimentel é uma pessoa competente para afirmar o que afirmou.Tem no seu currículo todas as qualidades para que possamos acreditar nele. Falou certo, os sacrifícios da população têm que ser AGORA para que o futuro seja melhor no Rio e,dando o exemplo, melhore também nas outras cidades brasileiras onde o povo é refém da bandidagem. Não se pode viver eternamente à mercê de traficantes e seus cúmplices.Os habitantes, cidadãos pacatos dessa cidade maravilhosa (outrora) têm o direito de poder viver,trabalhar e dormir em paz.Chega de lenga-lenga, ninguém suporta mais e mesmo no exterior temos uma ideia da dimensão do problema de segurança pública no Brasil. Meus parabéns, Pimentel, e continue otimista !

  • edson gonçalves, feira de santana-ba
    edson gonçalves, feira de santana-ba

    Gostei da entrevista, so esqueceu de acresentar o apoio que o juduciaro poderia prestar aos cariocas, suspendendo todo tipo de contato com os cabeças do trafico., visitas ate de advogados só apos um ano de prezo.

  • Antonio Trigueiros, Rio de Janeiro
    Antonio Trigueiros, Rio de Janeiro

    A entrevista do ex-capitao e´muito importante. O principal e´a ocupacao pwermanente. E´necessario tambem a valorizacao da carreira do policial. Uma reforma total na policia e, importante.
    Vamos em frente.

  • Dirley Santos, Niteroi
    Dirley Santos, Niteroi

    Discordo completamente.
    O que estamos vendo é "TROPA D EELITE 3 - A GUERRA AGORA É AO VIVO". Ocupa-se comunidades anteontem, queima-se veículos ontem, invade-se favelas hoje - mas amanhã e depois o tráfico continua. Nunca vi operação contra "Tubarão do tráfico", bandido de colarinho barnco que mora em condomínio fechado e que fazem as drogas e armas chegarem as favelas.
    Até agora, nenhuma comunidade controlada por milícia foi invadida. A marinha empresta blindado, tanque mas não controla o litoral. E o exército, sempre preocupado com seus arquivos da ditadura, não vê o que se passa nas fronteiras.
    Nesta guerra (nesta semana) já morreram quase TRINTA pessoas, mas só de um lado. Moradores estão na linha de tiro, sujeitos a balas perdidas; mas nenhum mora na Zona Sul ou na Barra. Aliás nenhum ataque dos "terroristas" foi em área nobre ...
    Fico encucado com estas coisas ...

  • Paulo Roberto, Três Rios-RJ
    Paulo Roberto, Três Rios-RJ

    Parabéns pelo seu comentário e parabéns ao governador Sérgio Cabral por estar assumindo o ônus político da decisão de pacificar a cidade do Rio de Janeiro, mesmo que o remédio seja amargo. Nenhum outro governante do Estado teve coragem de tomar uma decisão assim, e por isso ao longo dos anos os bandidos foram se apoderando de áreas da cidade e situação chegou onde chegou. Cabe, agora, à população e à imprensa apoiar o governo nesta difícil tarefa.
    Não ouçam os intelectuais e sociólogos que aparecem na televisão com idéias utópicas como "é preciso invadir as favelas com escolas e programas sociais para acabar com a criminalidade". Eles não têm responsabilidade direta com a grave situação do Rio, que precisa ser resolvida agora, para que, ai sim, no futuro o Rio volte a ser a cidade maravilhosa.

  • Jefferson Pimentel, rio de janeiro
    Jefferson Pimentel, rio de janeiro


    Concordo com o meu xará Pimentel. Não podemos recuar. Vamos tomar todas favelas aonde se encontrem os inimigos do povo.

  • Freitas, Rio de Janeiro
    Freitas, Rio de Janeiro

    A população tem que procurar ajudar as polícias no combate ao tráfico de drogas denunciando, na medida do possível, qualquer atitude suspeita desses criminosos. O governo do Estado do Rio tem que procurar usar os meios de comunicação insistentemente para envolver toda a sociedade nessa operação. Essas ações de combate não podem mais retroceder. É uma boa hora do usuário de drogas fazer um grande esforço e deixar esse maldito vício, desta forma estará dando uma grande contribuição ao Estado deixando de comprar a droga.

  • Luiz, Rio de Janeiro
    Luiz, Rio de Janeiro

    Esta estratégia de deixar rota de fuga para os bandidos ("vou implantar UPP, fujam","corram p/ o alemão pela mata, eu deixo", etc.) não funciona. Para não lotar prisões e poupar a população, pelos menos com a intimidação se enxugaria as armas: (1) cerca-se Vila Cruzeiro; (2) corta-se a retirada com snipers espalhados e vôos com helicóperos Hind (do Rambo, recém adquiridos); (3) Mobiliza-se 600 homens (fuzileiros, Parasar, paraquedistas, etc.). Para intimidar: mandar 200 para enfrentar 100 estimula o confronto); (4) Dá-se um ultimato: “quero 200 fuzis aqui embaixo, senão vamos subir.”

    Simples... mas vai ficar enxugando gelo, porque não prende ninguém.
    É como educação de crianças: castigo grande afasta risco de repetição do comportamento indesejado. Visitas íntimas, contato sem paredes de vidro, progressão de pena, maioridade para jovens só c/ 18 anos, baixo nível de proteção de fronteiras e rotas de fuga em operações policiais é só enxugar gelo.

    Há meses que se sabia da reação às UPPs: pq a Força Nacional não estava mobilizada???

    Como vimos hoje, recursos para aumentar a vigilância existem. Falta a vontade...

  • DANIEL ESHADOF, CURITIBA-PR
    DANIEL ESHADOF, CURITIBA-PR

    Vendo de longe, me parece uma divergencia entre sócios. Quanto mais próximo dos eventos internacionais, Copa e Olimpiadas, mais forte a questão do acerto do pró-labore entre os mesmos. É uma questão de tempo a pacificação do RJ. Sócio é sócio e tem que ser respeitado! Se não dá briga e a coletividade é que paga a fatura...hahahah....
    Moro em CUritiba-PR, mas já morei no RJ e tenho saudades do RJ.
    Um abração à todos(as).

  • paulo, rio de janeiro
    paulo, rio de janeiro

    concordo ,mais o que acabei de ver na televisao e assustador mas de 300 BANDIDOS migrando para outro morro fortemente armados ,COM A MAIOR TRANQUILIDADE ,sem serem reprimidos ,sei nao sera que eles ainda continuam a enxugar gelo?

  • Marcos Alexandre, Boston, Massachusetts/USA
    Marcos Alexandre, Boston, Massachusetts/USA

    Sou carioca e a 4 anos me mudei para os Estados Unidos. A primeira razão dessa minha atitude foi a absoluta descrença na possibilidade de viver uma vida tranquila, de paz e sem medo, na cidade do Rio de Janeiro. O problema que mais afeta a população carioca não é propriamente o tráfico, mas essa característica particular dos bandidos dessa cidade que, em associação ao tráfico de drogas, praticam extrema violência contra a população. Aqui nos Estados Unidos também tem tráfico, consumidores, e autoridades envolvidas no processo, no entanto, há segurança e eu não me sinto ameaçado de sair nas ruas. Quero crer que a cidade dita "Maravilhosa", de fato assim será em médio prazo.

  • Antonio Carlos, Brasília/DF
    Antonio Carlos, Brasília/DF

    Além dessa política de repressão à altura desses bandidos, é preciso desenvolver uma política de retomada dos morros no Rio de Janeiro desapropriando-os. O Estado tem o dever de dar moradia a todos, então as favelas (que são inúmeras no estado do RJ), deveriam ser substituídas por prédios residencias que agrupassem de quatro a seis famílias por andar removendo as pessoas desses morros para locais planos, sendo colocada toda a infraestrutura de esgoto, água e laser para cada conjunto de edíficios. Se você fizer 10 edifícios de 12 andares com 6 apartamentos por andar, teríamos abrigando 72 famílias em um só local. Ademais, as quadras de edifícios seriam urbanizadas e organizadas, o que em um morro não dá para fazer. Dá para fazer esta mudança que seria aos poucos, substituíndo os inúmeros morros por essas moradias. Veja bem, seria melhor para o RJ. Hoje o Rio de Janeiro é uma cidade feia, cheia de favelas, mas de gente muito boa de coração legal. É preciso combater a violência nesse primeiro momento, mas é também essencial desapropriar os morros e remover todo esse povo para locais de moradia decente dando dignidade a todos. Se o Rio de Janeiro vier a fazer isso teremos novamente talvez a cidade maravilhosa de volta, senão continuaremos tendo dificuldade em diluir numa cidade tanta desorganização.

  • Louzeane , Rio de Janeiro
    Louzeane , Rio de Janeiro

    o que não pode agora é ter direitos humanos pra bandido que mata pessoas de bem... se não funcionar "AINDA VAI MORRER MUITO POLICIAL" porque concordo que por trás de tudo isso há um SISTEMA e esse sistema é F..., já estou pagando o preço então que seja AGORA OU AGORA!

  • carlos, paulinia
    carlos, paulinia

    nao adianta só envadir favelas tem que envadir tambem o congresso nacional

  • Roland Scialom, Campinas
    Roland Scialom, Campinas

    E os serviços de inteligência da policia? Não conseguem descobrir os cartolas que participam do trafico? É uma questão de honra para a policia descobrir esses caras. Se a policia se limitar a prender os figurantes que ficam na berlinda, em pouco tempo o tráfico estará reestruturado e de forma mais engenhosa e dificil de debelar. Quanto a incomunicabilidade dos presos, é tecnicamente possivel e fácil. As penitenciarias precisam instalar aparelhos que embrulham os sinais de celulares.

  • valter, rio de janeiro
    valter, rio de janeiro

    super entrevsita do ex-Capitão da bope, Rodrigo Pimentel esclarecendo sobre os ultmos eventos no rio, muito boa a entrevista não deixe de ler, TIAGO.

  • Luiz Rogerio, Resende
    Luiz Rogerio, Resende

    Gostaria de entender porque quando o helicotero da globo filmou os bandidos fugindo de um morro para o outro, a policia nao se esruturou com um helicoptero tambem e nao rpegou o aço nesses safados, eles quando tem oportunidade nao perdoam ninguem, e matam sem medo.

  • Joao, Gabriel Monteiro
    Joao, Gabriel Monteiro

    Brasil, brasil, mostre sua cara... Música do falecido cazuza..., bem a violência aflorada no rio, mostra claramente que até os dias atuais nada foi feito pelos politicos com relação a segurança pública, muitas vezes a grande maioria deles envolvidas neste meio, o que esperar!; quero e tentarei acreditar no atual secretário, vontade tem, mas nao poderá recuar, se o fizer o rio só terá a perder.

  • Maria Antonietta, São Paulo
    Maria Antonietta, São Paulo

    "..além da pacificação, tem também o encaminhamento de bandidos para fora do Estado"__ ??? Tira-los para fora** do RJ e eles iriam para qual Estado? Então a intencionalidade é migrar a violencia gerada no RJ para que outros Estados virem se com o que o governo do RJ permitiu proliferar?? Não senhor capitão, foram gestados no RJ e o governo do Rio tem a obrigação de prende=los e dar uma resposta ao pais e não joga-los ( forçando os a migrar) para que outros Estados tenham de responder pelo que é responsabilidade do Estado e governo do RJ. lindo para preservar a copa? quando irão capturar quem vendeu armas do exercito para os traficantes? quando irão capturar a mafia politica das drogas o narcotrafico__ esses não estão nos morros.Não é isso???

  • Paulo Cesar Guimarães, Rio de Janeiro
    Paulo Cesar Guimarães, Rio de Janeiro

    Aplaudir a fuga de 200 criminosos, só prova que o Pimentel continua enxugando gelo, mesmo fora da polícia. Saia do roteiro e caia na realidade Rodrigo, não é agora, é nunca. Seus protegidos desperdiçaram uma oportunidade única, admita. Hoje, exatamente às 14:54", constatamos que não há crime organizado, mas sim uma polícia desorganizada e desorientada, que só tomou conhecimento da fuga dos traficantes, graças ao comunicado da emissora que sobrevoava o local, deixando o Rodrigo Pimentel, sem fala no ar. Não fosse a emissora de TV, até agora os PMs estariam procurando os bandidos no Cruzeiro. Tamanha desorganização levanta suspeita sobre a existência de serviço de inteligência na Secretaria de Segurança. Vejamos:

    1 - Se as emissoras de TV filmaram a fuga dos marginais pela rota mais do que previsível, a única para ser mais exato, por que o serviço de inteligência desconhecia tal rota, conhecida de qualquer cidadão comum através do Google Earth? Se conhecia porque permitiu a fuga?

    2 - Se a própria polícia estimava 600 traficantes no Cruzeiro, por que desperdiçou a oportunidade de combatê-los num lugar livre de moradores inocentes, com uma topografia mais do que privilegiada para uma emboscada?

    3 - Por que não foram solicitados helicópteros às forças armadas, para que a tropa se deslocasse com rapidez para a única rota de fuga possível e favorável a um combate sem baixas na população civil?

    4 - Por que a desastrosa decisão de deixar para prender esses marginais no complexo do alemão em meio a mulheres, velhos e crianças? Sinceramente, dá para acreditar que a polícia pretende prender esses traficantes?

    Já vi esse filme, não ao vivo como hoje. Trata-se de operação para inglês ver: a polícia entra e permite a fuga dos bandidos, alegando preservar inocentes. Em seguida o relações públicas, em nota oficial, afirma que os bandidos serão presos no seu devido tempo com o apoio do serviço de inteligência, tão real quanto papai Noel. A PM só não contava com as filmagens aéreas das TVs, que desmentem as estórias contadas por anos e anos.

    Realmente como afirmou o senhor Rodrigo Pimentel, o dia de hoje representa um marco na segurança pública no Rio de Janeiro. Não pela ocupação do Cruzeiro, mas pelo esclarecimento à população de que só há crime neste estado por conivência da polícia. Ainda que por incapacidade técnica e muito provavelmente moral. As imagens da fuga, exibidas na TV., confirmam que a secretaria de segurança não tem feito outra coisa, se não pulverizar o crime ao instalar UPPs. Alguém sabe dizer quanto custou aos cofres públicos esta fracassada operação? O que esses duzentos bandidos, favorecidos pela PM, farão conosco nos próximos meses? Não seria a hora da PM substituir seu serviço de inteligência pelos da Mãe Diná, já que até as emissoras de Tv previram a rota de fuga?

  • Marcos Antonio Tavares Mendes, Carrapateira-PB
    Marcos Antonio Tavares Mendes, Carrapateira-PB

    A sociedade paga um preço muito alto por conta do trafego de drogas.São inúmeras as famílias que vive o drama de ter um membro da família envolvido com dragas.Nas cidades pequenas do interior de todo Brasil este problema chegou com toda força e sendo assim, não resta outra saída a não ser o enfrentamento direto com o problema.Ou acaba -se com o trafêgo de dragas ou este mal aacaba com a sociedade.A solução encontrada pelo Rio é a solução para todo brasil.É preciso trabalhar,trabalhar e trabalhar dia após dia,noite após noite sem descançar,fazer corpo a corpo,ocupar as favelas e levar as momunidades as UPPs.As UPPs é como um antibiótico forte que combate uma grande efermidade e ele têm que ser medicado na dosagem correta.É preciso também que as famílias ajudem a cuidar também do enfermo,não deixar somente esta tarefa com os e os médicos e os hospitais,neste caso, as UPPs e o estaso de forma geral.A família que tem um usuário de drogas em casa não tem paz,não tem vida,vive em constante conflito tirando a paz do resto da comunidade e,não esbarra por ai,a sociedade paga um preço muito caro por este problema,são bilhões e bilhões de reais,centenas de milhares de vida sendo seifada pela violência advinda do trafêgo de drogas.A família toda fica desestruturada,não se trabalha mais em paz,não se vive mais,e ai,soma se mais e mais prejuizos,de forma que fica incalculável os prejuizos de todas as ordens ,de resto que não existe mais outra saída,a luta contra todos que corroboram de forma direta e indireta.

    Um abraço,que o brasil possa apartir do Rio o exemplo que possa ser repetido em todo País.Sucesso,viva ao Rio!!!

  • Renata, Rio
    Renata, Rio

    Concordo plenamente com os comentario do Dirley Santos e Luisa. Invadir morro, é mole, galera... alias, ha qntos anos acompanhamos invasoes às favelas cariocas? Mata uns, prendem outros, apreendem armas e drogas, e depois? Td volta a sua "normalidade"... agora, por que o bope na invade a Camara, o Senado e outros lugares onde os verdadeiros chefes do trafico estao? Por que? Faz-se um filme sojando M no ventilador, mas na hr do vamos o bandido sempre dança sozinho a dança do "me engana que eu gosto"... é como disse o jornalista Migliaccio: "enquanto houver a hipocrisia assistiremos a esse circo de horrores"... e é isso ai! FAzer a limpa? ENRAO FAZ A LIMPA DIREITO, TA? To de saco da politica de jogar a poeira para debaixo do tapete... ou entao, libera as drogas, cobra imposto pra usa-la e pega esse dinheiro e investe onde se precisa... ah! Nao! Desculpa! Eu esqueci que tem gente que ganha mto dinheiro com essa industria, e como brasileiro é olho grande, nao vai querer dividir... poxa, de fato, temos que ser desenvolvidos mesmo, po! FAçamos como os EUA e a Europa, vamos fazer guerra no pais dos outros, pq ai nos nao precisamos limpar a cagada que fizemos e ainda td vez q tivermos nossos direitos ameaçados acionamos a ONU pra conter os "Terrorista"... rsrsrrsrsrs

  • Paulo, Rio de Janeiro
    Paulo, Rio de Janeiro

    Precisamos de ações diversas e de todos os lados. É preciso mudar por exemplo, o jeito de fazer justiça no Brasil que além de lenta é frouxa. Não adianta a polícia prender e a justiça conceder regalias a esses desajustados sociais.

  • Deisi Lima, Araruama
    Deisi Lima, Araruama

    Essa violência toda é fruto de corrupção de policiais e do próprio governo, que além de tudo não investe na segurança, paga um salário indigno aos policiais e não os prepara para esta profissão. Diante disso tudo encontramos também um sistema carcerário inadequado. Outro motivo é a falta de uma política social.

  • Firmino Armindo, Florianópolis SC
    Firmino Armindo, Florianópolis SC

    Alguém poderia me responder? Os traficantes ficam passeando com armas em punho e porque os atiradores de elite da policia não eliminam?
    gostaria de uma resposta séria?

  • Ruy dos Santos Siqueira, Brasilia
    Ruy dos Santos Siqueira, Brasilia

    Parabéns as policiais do Rio! Não estou contra a retomado do espaço público,privatizado pelos traficantes nas comunidades. Contudo, vejo com bastante preocupação que está passando desapercebido pela opinião publica. Trata-se de pensar numa lei para endurecer as penas contra os usuários de drogas. Afinal, a sensação que se tem que o traficante em um ser em si mesmo. Ledo engano! ele é produto dos consumidores de drogas que moram na Zona Sul ou lugares nobre do País. Espero que a policia seja firma com os viciados etiquetados e perfumados. Parabéns ao governo meu Estado!!

  • geiza zahnd, natal rn
    geiza zahnd, natal rn

    Acho que os caras que se safaram, devem migrar para o nordeste, já já o Rio grande do norte tá cheio desses traficantes, são como uma erva ruim, "só a pena de morte", Catanduvas não vai ter espaço suficiente, como disse a colega Deisi, deve haver mudanças no sistema carcerário.

  • Wasley, Guarulhos
    Wasley, Guarulhos

    Acho que o momento é agora. Embora more em SP não concordo com a colega paulista que disse que é problema do RJ. A coca que chega ao RJ vem por SP também. Já foi provado que boa parte do tráfico de drogas do RJ é comandado por bandidos de SP. Deixe de ser bairrista e pense bem, o mundo está pequeno demais pra esses arroubos de bairrismo. Acho que o exemplo do RJ pode ajudar sim a motivar o Brasil inteiro e defenestrar de nossa sociedade essa mancha. Viva o RJ, viva o Brasil. Queremos paz, queremos ordem. Abaixo a cracolândia!!!

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