Jornal do Brasil

Sexta-feira, 25 de Abril de 2014

Rio

Balão do bem não pega fogo

Jornal do Brasil

Caio de Menezes, Jornal do Brasil

RIO - Para manter a tradição e não ameaçar a natureza nem as pessoas, a Sociedade Amigos do Balão (SAB), organização que representa pelo menos 300 baloeiros fluminenses, adotou uma nova técnica de soltura. A novidade, segundo eles, permite que se soltem balões sem o uso de buchas ou qualquer outra componente inflamável.

Defendemos o balão que não tem bucha, o fogo é usado ainda em terra, com o maçarico, que o enche de ar quente. O balão é o mesmo, mas a técnica de soltura é outra. A diferença é o tempo de permanência no ar, que diminui, além da cor da cobertura do balão, que, preferencialmente, deve ser preta para manter o ar aquecido por mais tempo afirma o presidente da SAB, Marcos Real, 45 anos, empresário que desde menino acompanhava o pai em festivais de balão.

A nova técnica já está consagrada. Em 2009, aconteceu o 1º Festival de Balões de Ar Quente do Rio de Janeiro, na Praça Manet, em Del Castilho (Zona Norte). O evento, que segundo os organizadores reuniu mais de 2 mil participantes, foi autorizado pela XIII Região Administrativa (Méier) e contou com o nada a opor do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar.

Na Justiça

Contudo, de acordo com a SAB, só foi possível a autorização do evento depois que a 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, que trata de Meio Ambiente e Patrimônio Cultural, através da subprocuradora geral da República, Sandra Cureau, emitiu seu parecer favorável aos balões de ar quente.

Mas até com o balão de ar quente ainda há pé atrás. Ignoram a lei e, por puro preconceito e desconhecimento, as autoridades, e até o prefeito Eduardo Paes, dizem que o baloeiro é criminoso e oferecem recompensa por sua prisão protesta Marcos Real, citando a Lei 9.605 de 1998, que proíbe a prática com balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano .

Sucesso

De acordo com os integrantes da SAB, dos balões que subiram em Del Castilho durante o festival, a maior parte conseguiu chegar até a cidade de Cabo Frio .

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