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Prefeitura promete criar 110 vagas em abrigos para idosos

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Carolina Monteiro, Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Pelo menos 500 idosos no Rio, todos em situação de vulnerabilidade social (limitações funcionais e financeiras) enfrentam diariamente o drama da falta de assistência pública social. Para agravar o problema, cresce a cada dia a demanda por vagas em abrigos de longa permanência capazes de dar suporte aos problemas da longevidade. Essa é a avaliação do 3º Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Cíveis, do Ministério Público do Rio (MP-RJ). Na segunda-feira, os promotores foram até a prefeitura, cobrar ações do poder público.

A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) reconheceu o problema e prometeu criar mais 110 vagas até o final de março. Atualmente, elas somam 220, bem aquém do reivindicado pelo MP.

Serão 50 vagas em unidade municipais, 25 em Bangu e 25 no Recreio anuncia o secretário de Assistência Social, Fernando William. As outras 60 vagas resultaram de convênio com instituições privadas completa.

A secretaria explica que atualmente o município oferece 174 vagas para idosos não-dependentes (que dispensam acompanhamento médico permanente), em parceria com o SUS, e mais 46 para idosos dependentes, por meio de outras parcerias.

Para atender a todos os idosos em situação de risco, a prefeitura deveria oferecer, no mínimo, mais 500 vagas afirma a promotora Eliane Belém, de Defesa da Pessoa Idosa.

Além do aumento de vagas, o Ministério Público quer que a prefeitura inaugure um centro diurno, onde o idoso possa passar o dia enquanto a família trabalha.

A prefeitura tem que dar suporte à familia, para garantir que eles cuidem desse idoso explica a promotora Cristiane Branquinho.

Segundo a SMAS, para facilitar a manutenção do contato do idoso com a família, o órgão pretende descentralizar o atendimento, com abrigos e diferentes regiões da cidade.

Os promotores também sinalizaram a precariedade do Centro de Triagem Tom Jobim e da Central de Recepção Carlos Portela. As condições de habitação são precárias e falta acessibilidade.

A prefeitura reconhece que as duas instituições não estão em estado adequado para atendimento e promete transferir as pessoas que já estão nessas instituições para outro local.

Queremos acabar com a Central de Triagem Tom Jobim até o final de abril informa o secretário Fernando William. Já estamos negociando outra unidade para transferência.

Outra recomendação do Ministério Público é a criação de um conselho municipal do idoso. Segundo o MPRJ, durante a reunião foi informado que o prefeito Eduardo Paes encaminharia um projeto de lei para a criação do conselho na volta do recesso dos parlamentares na Câmara Municipal.

O MP promete acompanhar as ações do município para se certificar de que as datas de criação das novas vagas serão cumpridas.

Neste ano, vamos avançar, com certeza. Com o fim da crise econômica, podemos assumir novos compromissos garante Fernando William.