AfroReggae: policiais militares negam crimes durante interrogatório
JB Online
RIO - Os militares envolvidos na morte do coordenador do grupo AfroReggae, Evandro João da Silva, negaram as acusações de furto, prevaricação e falsidade em interrogatório ocorrido nesta terça-feira.
Nos relatos, que duraram cerca de três horas, o capitão Dennys Leonard Bizarro e o cabo Marcos de Olveira Sales disseram que participavam de uma supervisão policial e se dirigiam até o trailer da PM na Candelária, por volta das 2 horas da madrugada. Foi quando o cabo avistou um grupo de pessoas na Rua do Ouvidor que chamou a atenção do cabo, e acreditou que estivessem envolvidos em uma briga.
Ao passar pela Rua do Carmo, avistaram dois indivíduos e os abordaram, mas não perceberam que o corpo de Evandro já estava no chão. Por não notarem sinais de nervosismo nem acharem nada de ilícito após a revista, os suspeitos foram liberados. Foi o cabo que achou o casaco e o par de tênis que pertenciam a Evandro, e as recolheu. Eles pensavam que as vestimentas pertenciam a um morador de rua e os indivíduos possivelmente poderiam usá-las como disfarce para enganar a polícia, o que já é prática comum.
De acordo com os depoimentos, eles se desfizeram os objetos na altura da Rua Sete de Setembro, jogando-os pela janela do veículo. Só na Rua primeiro de Março, após encontro com outro policial, o sargento Grosse, ficaram sabendo que havia uma pessoa baleada na Rua do Carmo, local por onde haviam passado. Resolveram voltar, mas encontraram a vítima imóvel. Segundo o relatório, eles ainda tentaram buscar auxílio, mas já era tarde demais.
Ao fim do interrogatório, a juíza Ana Paula Barros, da Auditoria da justiça Militar, determinou que as sete testemunhas de acusação sejam ouvidas no próximo dia 04 de dezembro.
