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Rio

Flanelinhas fazem a festa a algumas ruas do Maracanã

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Cristiane Pepe, JB Online

RIO - Apesar das constantes operações da Secretaria Especial de Ordem Pública do Rio (Seop), Guarda Municipal e Polícia Militar para coibir estacionamento irregular de veículos no entorno do Maracanã, nos quarteirões adjacentes ao contorno do estádio a situação beira o caos. Carros estacionados na calçada, ação de flanelinhas que cobravam valores entre R$ 5,00 e R$ 10,00 veículos parados em fila dupla, dentre outras irregularidades foram constatadas pela reportagem do Jornal do Brasil, que fez uma ronda no estádio neste domingo, pouco antes do jogo entre Flamengo e Goiás, pela antepenúltima rodada do Campeonato Brasileiro.

Apesar da ação da Secretaria de Ordem Pública estar presente, os flanelinhas não se intimidaram e tomaram conta das ruas, em especial na extensão da Avenida Maracanã, onde quanto mais próximo ao estádio maior era a taxa cobrada por eles. Como por exemplo, na rua Deputado Soares Filho, onde um flanelinha ofereceu uma vaga à equipe do JB por R$ 10,00 antecipados.

Outro fato interessante é que 90 % dos guardadores irregulares usam camisetas dos times para disfarçar que estão indo para o estádio, enquanto na verdade estão estacionando carros e cobrando.

Isso não é torcida, são marginais, os caras vem para briga. As torcidas vem brigando entre si e antigamente não era assim disse o oficial do exército, Paulo Ramos, de 60 anos de idade, morador da Rua dos Artistas.

Praças de guerra

Ele ainda ressalta que a prefeitura se preocupa com a saída das torcidas do estádio e o resto do bairro Maracanã e Tijuca fica todo a mercê, com as facções marcando para brigar em outros locais, como na praça Saens Pena, por exemplo.

Já vi famílias estarem passando no local e, de repente, aparcer uns caras com pau na mão e a briga começar relata Paulo.

Em frente ao Colégio Pedro II, na Rua São Francisco Xavier, era possível avistar cinco flanelinhas agindo ao mesmo tempo.

Enquanto muitos torcedores assistiam aos jogos anteriores à partida do Flamengo das televisões dos bares, os guardadores faziam a festa na rua, orientando motoristas a colocarem seus carros em locais onde haviam placas de proibido estacionar.

Morador da Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, o analista de sistemas Alexandre Cortez, torcedor rubro-negro, diz que prefere ir ao estádio a pé, para evitar os guardadores, como fez neste domingo.

Não uso o carro para vir para o Maracanã. E geralmente estou no movimento de torcidas. O problema dos flanelinhas é contínuo. Se tiver um culto evangélico ou um show de rock vai ser a mesma coisa. Não levo a minha filha de dois anos, nem a minha esposa por causa do medo da violência, que, nessas horas, fala mais alto. Meus pais, que são idosos e moram no mesmo prédio que eu, também não tem coragem de sair na rua quando tem jogo de grande apelo diz Alexandre, que tem 40 anos.

Neste domingo, a Seop informou que rebocou 311 veículos estacionados irregularmente na orla do Rio durante o feriado. Foram 30 reboques percorrendo as praias da Zona Sul e Oeste.