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Rio

Dinheiro de mentira leva dois à prisão

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João Pequeno, Jornal do Brasil

RIO - Levando notas falsificadas quase perfeitas , mas com números de série iguais, dois homens foram presos em flagrante, entre quarta-feira e quinta-feira, por porte e repasse de dinheiro falso, no Grajaú e no Riachuelo, na Zona Norte.

Capturados por policiais da 20ª DP (Vila Isabel), Junio Santa Brígida da Silva, 29 anos, e Marcos José Moreira da Silva, 47 que estava em liberdade condicional foram autuados com base no parágrafo 1º do artigo 289 do Código Penal, que trata de venda, troca e repasse de moeda falsa.

Caso sejam condenados, eles poderão pegar até 12 anos de prisão, além de pagar multa, ressaltou a delegada Roberta Carvalho da Rocha, titular da 20ª DP.

Segundo a delegada, os investigadores vinham monitorando Junio havia cerca de duas semanas, e o prenderam em flagrante na noite de quarta-feira, em um bar da Avenida Maxwell, no Andaraí, onde ele comprou um maço de cigarros com uma nota falsa de R$ 50.

Os falsários usam notas falsas de alto valor para comprar artigos baratos, porque assim conseguem um lucro maior em cada golpe. Após a prisão, recebemos denúncia até da compra de uma coxinha (de galinha) com nota falsa de R$ 50 exemplificou Roberta.

Após prenderem Junio, os policiais descobriram mais 15 notas de R$ 50 com ele, todas com o mesmo número de série. Na delegacia, Junio contou que havia comprado o dinheiro falso de Marcos, que cumpria regime de liberdade condicional após ser condenado, em 2002, por formação de quadrilha, estelionato, receptação, corrupção passiva e falsificação de documentos, segundo a titular da 20ªDP.

Em seguida, os policiais encontraram e capturaram Marcos com R$ 100 falsos, na Avenida Marechal Rondon, no Riachuelo.

O Junio pagava R$ 50, verdadeiros por cada três notas falsas do mesmo valor para o Marcos, que recebia do fabricante. São três estágios até o golpe nos comerciantes, para despistar contou a delegada, que afirma estar investigando a quadrilha toda, possivelmente com mais de 20 pessoas e ramificações em outros estados, falsificando não só dinheiro, mas também cartões de crédito e débito .

Sem antecedentes criminais registrados, Junio Santa Brígida da Silva começou a ser monitorado após a 20ª DP receber diversas denúncias de comerciantes pagos com notas falsas de R$ 50 e R$ 100, com números de série coincidentes, em estabelecimentos do Grajaú à Praça da Bandeira.

Com esta informação, os investigadores passaram a seguir Junio até capturá-lo em flagrante com o dinheiro falso.