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Estado espera receber R$110 bilhões em investimentos

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Agência JB

RIO - O Rio de Janeiro espera receber R$ 110 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos. De acordo com o presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Rio), Eduardo Eugênio Vieira, nenhum estado tem tantos megaprojetos em andamento. O PIB (Produto Interno Bruto) irá reagir, o índice de desemprego diminuiu e a renda do trabalhador no Rio superou a média do Brasil nos últimos sete meses, conforme informou, nesta quinta-feira, o secretário de Trabalho, Alcebíades Sabino.

- Fechamos julho com a menor taxa de desemprego do país e com uma queda significante, em relação ao mesmo período do ano passado. Já a renda das pessoas ocupadas está cerca de R$ 1.121,00, sendo maior que a média nacional, que é equivalente a R$ 1.108,30. Em 2006, a estimativa salarial do trabalhador, no Rio, era bem menor garantiu Sabino.

Projetos como Complexo Petroquímico de Itaboraí (Comperj), a Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), a siderúrgica da Votorantim, o Plano Nacional de Gás Natural, o Complexo do Açu e os investimentos em exploração e produção do petróleo, além do Pólo Gás Químico de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, colocarão o Rio num grande processo de evolução socioeconômica.

Na visão do secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Energia, Júlio Bueno, a expectativa de crescimento está no alinhamento dos poderes executivos.

- Desde 1960, quando a capital federal foi transferida daqui para Brasília, o estado está em processo de decadência. Agora nossa realidade emite sinais seguros de recuperação. Nosso segredo foi fazer o arroz-com-feijão e interagir politicamente explicou Bueno.

De acordo com o governo do estado, o objetivo é integrar as três esferas de poder, realizar um ajuste fiscal rigoroso, redesenhar os serviços públicos e impor um severo corte orçamentário, que pode ser constatado com a transferência, por exemplo, da administração da Linha Vermelha e do abastecimento de água da Zona Oeste para o município.

Para Bueno, um dos maiores desafios do governo, para transformar a renda do trabalhador no estado, é estimular a inovação tecnológica e incentivar a proliferação de indústrias e serviços. Dados do IBGE indicam que em julho de 2007 a renda média do empregado aumentou 9,2% comparada à de 2006. Já o instituto também apontou o menor desemprego na capital fluminense nos últimos cinco anos: 5,6% contra 6,9% em julho do ano passado.

A Fundação Cide (Centro de Informações e Dados do Rio) ainda informou que o cálculo do PIB do estado deve estar concluído nos próximos 20 dias.