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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018 Fundado em 1891
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Putin tira onda e hoje é Cristiano

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MOSCOU - Não teve o urso Misha na cerimônia de abertura, mas teve bom gosto. Isto à parte, o primeiro dia de Copa interessa mesmo pelo jogo, mesmo que seja Rússia x Arábia Saudita. Pelo que oferece em campo, ou nos bastidores, como o presidente russo, Vladimir Putin, esticando o braço à frente de Gianni Infantino para cumprimentar o príncipe saudita Mohammed Al Salman, depois do primeiro gol de Gazinski. Foi a imagem do dia. Russo também tira onda. Somos todos Brics. A Rússia quebrou seu jejum de sete jogos sem vencer e de dezesseis anos sem ganhar partidas de Copa do Mundo, desde os 2 x 0 sobre a Tunísia, no Japão, em 2002. Suas duas últimas partidas foram contra países árabes e o próximo teste será contra o Egito, na terça-feira (19). É possível que o técnico Tchertchesov volte ao sistema com três zagueiros, para conter Mohamed Salah.

Para a Rússia, é final de Copa. A abertura passou e a atração de hoje é o clássico ibérico. A trapalhada de Julen Lopetegui juntou-se à intransigência do presidente da federação, Luis Rubiales, que o demitiu. O dirigente poderia ter a paciência de manter Lopetegui até o final da Copa, mas foi inteligente na escolha do substituto. Fernando Hierro não é técnico, mas foi diretor esportivo da seleção entre 2007 e 2011 e voltou ao cargo em novembro passado. Quer dizer que frequenta e conhece os problemas do vestiário. Hoje, a Espanha é mais madrilena do que barcelonista, tem seis jogadores do Real e seis do Atlético. Em 2010, a conquista da Copa tinha sete jogadores do Barcelona e cinco do Real Madrid. Hierro soube lidar com a as disputas no ápice da rivalidade. 

Diferentemente de 2014, quando chegou esgotado ao Brasil, Cristiano Ronaldo chega em boa forma física. O gajo já foi semifinalista na Alemanha, em 2006, mas tem tudo para fazer sua melhor exibição em Copas do Mundo. Fernando Santos escolhe um sistema defensivo sólido para privilegiar o melhor do mundo, eleito pela Fifa. A dúvida é se terá André Silva ao seu lado, ou os velozes Bernardo Silva e Gélson Martins pelos lados. A segunda opção levará mais perigo à Espanha. 

O último confronto oficial entre espanhóis e portugueses foi pela semifinal da Euro 2012, com vitória espanhola, mas nos pênaltis, depois de persistente 0 x 0. Na história, a Espanha venceu três e perdeu dois clássicos ibéricos por competições oficiais.



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