Crítica: 'Domingos'
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Domingos de Oliveira é genial por si só. O que não quer dizer que um documentário sobre ele resulte, necessariamente, em algo igualmente geinial. Uma coisa é o personagem, outra, o filme.
E é o personagem, Domingos, quem segura a peteca do documentário que leva seu nome, e não a diretora, Maria Ribeiro. É claro que o mérito de escolha das cenas e dos momentos, a provocação para que Domingos de Oliveira se mostre como ele é, é de Maria. Mas, sempre há um mas...

Talvez a intenção de Maria Ribeiro fosse uma câmera na mão, e um sujeito genial na tela. Mas não foi o suficiente. Há momentos nos quais, apesar de Domingos, o documentário perde energia, que acaba sendo retomada em seguida. São ondas de euforia, que se mesclam com algum marasmo. Mas quem resistir a alguns bocejos, deve seguir em frente.
Na média, vale a pena. Tiradas geniais como aquelas relativas ao conceito de Domingos sobre casamento, infidelidade, sofrimento e outros aspectos da vida valem o filme, que mostram o quanto o ator valoriza a própria existência, e só sofre "por amor".
Domingos mostra um Domingos despreocupado em não se preocupar. Preso à sua própria liberdade e grato à vida, em todos os sentidos. Como ele mesmo diz, num determinado momento, “sofrimento, se não mata, faz bem”.
Assistir a Domingos, e a Domingos, faz bem.
Cotação: ** (bom)
