Jornal do Brasil

Domingo, 22 de Outubro de 2017

Esportes - Paralimpíada 2016

Paralimpíada: apesar de não bater meta, comitê vê resultado positivo do Brasil

Total de medalhas conquistadas saltou de 43 em Londres 2012 para 72 na Rio 2016

Agência Brasil

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, disse neste domingo (18) que, apesar de não ter atingido a meta de ficar entre os cinco primeiros colocados no quadro de medalhas, o Brasil teve um resultado muito positivo nos Jogos Rio 2016. “É a melhor participação brasileira em Jogos Paralímpicos. A gente sempre disse que era uma meta agressiva e ambiciosa. Mas era uma meta, não uma promessa”, disse.

Entre os resultados positivos obtidos pela delegação brasileira está o aumento do total de medalhas, que saltaram de 43 em Londres 2012 para 72 na Rio 2016. Além disso, houve crescimento no número de medalhistas, de 43 para 113. “A gente sai de 23% da delegação, para 39% da delegação brasileira com medalhas”, disse. Quinze desses atletas têm menos de 23 anos, o que mostra uma renovação no esporte paralímpico nacional. Houve a melhoria de 93 marcas pessoais de brasileiros. 

Aumentou também as modalidades que medalharam (de sete em Londres para 13 no Rio), quatro pela primeira vez: ciclismo, halterofilismo e vôlei, além da canoagem, que estreou nesta edição dos Jogos.

Andrew Parsons, presidente do Comitê, durante o lançamento da Conferência Internacional 100 Dias de Paz 
Andrew Parsons, presidente do Comitê, durante o lançamento da Conferência Internacional 100 Dias de Paz 

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Segundo Parsons, o aumento do espectro de modalidades com atletas no pódio foi justamente um dos maiores benefícios desse ciclo paralímpico. “Os resultados mostram que a gente está no caminho certo. Aumentamos o espectro de modalidades. Aproveitamos esse ciclo com mais investimentos para ampliar o espectro de modalidades e diminuir a dependência de atletismo e natação”.

O presidente do comitê disse ainda que a ausência da delegação russa não beneficiou o Brasil, já que o país não herdou nenhuma medalha da Rússia. Situação diferente da que ocorreu com a Austrália e Alemanha, que ficaram à frente do Brasil no quadro de medalhas. “Mesmo tendo tirado um país da nossa frente, talvez tenha trazido dois ou três”, disse.

Parsons afirmou que, nesse ciclo, foram investidos, em média, R$ 70 milhões por ano, no esporte paralímpico. A expectativa é que no ciclo para Tóquio 2020, essa média cresça para R$ 180 milhões, principalmente por causa da mudança de percentuais da Lei Agnelo Piva.

O presidente do Comitê Paralímpico disse que também vai defender uma melhoria do sistema de classificação (ou seja, a categorização dos atletas em relação às deficiências). “Precisamos ser o mais eficiente e transparente possível”.

Parsons também considerou negativa a estratégia de alguns países, como a China e a Ucrânia, de esconder alguns talentos no ciclo que antecedeu a Paralimpíada. Muitos desses atletas, que eram nomes desconhecidos antes dos Jogos, ganharam medalhas na natação. “A gente foi surpreendido com atletas vindo do nada e ganhando”.

Daniel Dias é o maior nadador paralímpico da história

Com as duas medalhas conquistadas no último dia de competição (17/9), um ouro e um bronze, o nadador Daniel Dias, do Time Petrobras, encerrou sua participação nos Jogos Rio 2016 com nove medalhas e um total de 24 considerando as últimas três Olimpíadas (Rio 2016, Londres 2012 e Pequim 2008). A marca torna Daniel o maior nadador paralímpico da história. O brasileiro superou as 23 medalhas conquistadas pelo australiano Matthew Cowdrey (Atenas 2004, Pequim 2008 e Londres 2012).

Daniel Dias é o maior nadador paralímpico da história

Daniel Dias é o maior nadador paralímpico da história
Daniel Dias é o maior nadador paralímpico da história

No sábado, Daniel entrou na piscina do Parque Aquático da Barra da Tijuca para seus dois últimos desafios no Rio. Mais uma vez, missão cumprida. O nadador levou nove medalhas em nove provas disputadas e comemorou mais um ouro e um bronze. Na primeira final da noite, o atleta nadou os 100 m livre classe S5, em 1m10s11, e superou o americano Roy Perkins, que ficou com a prata, com 1m14s55, e o britânico Andre Mullet, que foi bronze, com 1m15s93.

A outra medalha, de bronze, veio no revezamento 4x100m medley 34 pontos, com o tempo de 4m17s51. Além de Daniel, a equipe brasileira nadou com Ruan de Souza, André Brasil e Phelipe Rodrigues. O ouro ficou com a China, com 4m06s44, e a prata ficou com a Ucrânia, com 4m07s89.

Com Agência Brasil

Tags: 2016, Rio, balanço, brasil, medalha, paralimpíada

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