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Segunda-feira, 20 de Agosto de 2018 Fundado em 1891

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Magno Malta desiste de ser vice na chapa de Bolsonaro

Jornal do Brasil BERNARDO DE LA PENÃ, blp@jb.com.br

O deputado Jair Bolsonaro, pré-candidato do PSL ao Planalto, sofreu duas baixas em sua campanha, no início da reta final para as eleições de 2018. Já no período das convenções, decisivas para as alianças, o vice dos sonhos de Bolsonaro, o senador Magno Malta (PR-ES), informou, ontem, que desistiu da chapa do ex-capitão do Exército. Segundo seus aliados, Malta está dedicado a garantir sua reeleição ao Senado, no Espírito Santo. “O que seria mais importante para o Brasil e o presidente Bolsonaro: eu calado ou eu como líder do Senado?”, explicou o senador Malta. 

Há alguns dias, ao participar do programa “Mariana Godoy Entrevista”, da Rede TV, Bolsonaro afirmou à jornalista que o vice ideal em sua chapa era o senador capixaba. “Meu noivo chama-se Magno Malta”, disse o deputado. Seu sonho acaba de se desmanchar. E agora só resta buscar outro companheiro de chapa.

Jair Bolsonaro tem até 5 de agosto para apresentar um novo nome para vice

O apoio do PR a Bolsonaro também não é mais certo. A parceria estava vinculada à entrada de Magno Malta na chapa do ex-capitão. Ou seja, o PR só apoiaria o pré-candidato do PSL caso o senador fosse seu vice.

O partido, no momento, está dividido em três correntes, uma delas defende a aliança com Bolsonaro e as outras preferem apoiar outros partidos, com o PR sendo representado pelo empresário Josué Gomes da Silva, dono da Coteminas, que é o principal adversário de Bolsonaro no PR. Filho de José Alencar, que foi vice de Lula, Josué começou a se apresentar como opção do PR tanto como candidato ao Senado ou ao governo de Minas Gerais quanto cabeça de chapa ou vice na disputa presidencial. Ciro Gomes é um dos pré-candidatos que gostaria de tê-lo na chapa.

Quanto a Magno Malta, as pesquisas que circulam nos bastidores do PR indicam que o senador tem 42% das intenções de voto para o Senado e teria a reeleição praticamente garantida para seu quarto mandato. Por conta disso, Malta decidiu-se pelo Senado. Ajudou, também, o fato de o governador Paulo Hartung ter desistido de disputar sua reeleição. Com a desistência de Hartung, o tucano Ricardo Ferraço se ofereceu ao PSDB para disputar o governo estadual. Ele seria um adversário de peso de Magno Malta, pois também tentaria renovar o mandato no Senado. 

Sem Ferraço, o caminho ficou livre para a reeleição de Malta. Para sorte do senador do Espírito Santo e dor de cabeça de Jair Bolsonaro, que agora terá que correr atrás do prejuízo e procurar um novo nome para compor sua chapa como vice. Tudo até a data limite das convenções dos partidos, que é  5 de agosto.



Tags: bolsonaro, candidatos, magno malta, política, presidência

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