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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018 Fundado em 1891

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Lula participa de ato em Porto Alegre na véspera de julgamento do TRF-4

Políticos e militantes participam de manifestações na capital gaúcha

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, na noite desta terça-feira (23), das manifestações com militantes em Porto Alegre (RS), na véspera do julgamento do recurso sobre sua condenação no Tribunal Regional Eleitoral da 4ª Região (TRF). 

Em frente à Assembleia Legislativa, na Praça da Matriz, políticos participam de um ato, incluindo a ex-presidente Dilma Rousseff; a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann; a pré-candidata à Presidência da República pelo PCdoB, Manuela d'Ávila, e a deputada federal Maria do Rosário. Cerca de 5 mil pessoas estão no local. Lula será julgado no caso do tríplex do Guarujá, no qual foi condenado a nove anos e meio de prisão.

Apoiadores de Lula estão acampados no Anfiteatro Pôr do Sol, na região Central de Porto Alegre, às margens do Guaíba. De acordo com a Frente Brasil Popular, 100 ônibus chegaram durante a manhã à capital. 

Lula em Porto Alegre

A opção por participar dos atos com movimentos sociais e militantes em Porto Alegre foi do próprio Lula, segundo Gleisi e o vice-presidente nacional, Alexandre Padilha. “Foi uma decisão dele, de coração, para agradecer as pessoas que estão se deslocando de todas as regiões do país para apoiar a democracia e seu direito de se candidatar”, declarou a presidente nacional do PT.

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O ato está marcado para as 17 horas, na Esquina Democrática. Em seguida, ele retorna para São Paulo de onde vai acompanhar o julgamento. “Lula decidiu estar no ato para fazer um agradecimento a essa mobilização nacional e internacional pela sua inocência e defesa da democracia”, afirmou Alexandre Padilha.

Várias lideranças nacionais estão em Porto Alegre, e a previsão é de uma caminhada no fim do ato até o Anfiteatro do Por do Sol, onde o MST está acampado, quando terá início a vigília. “No dia 24 pela manhã vamos caminhar até o ponto mais próximo do TRF4”.

De acordo com o PT, já são 500 caravanas confirmadas rumo a Porto Alegre e 2.500 militantes do MST acampados desde a manhã de segunda-feira (22).

"Esse julgamento não é contra mim e sim contra o nosso governo", diz Lula

Lula recebeu o apoio de centrais sindicais em encontro na sede do Instituto Lula, na segunda-feira (22). "Esse julgamento não é contra mim e sim contra o nosso governo. O que eu quero é que façam um julgamento decente e, com base nas provas que eles tem, decretem a minha inocência", avaliou o ex-presidente. 

Aos sindicalistas, o ex-presidente defendeu a união das categorias na luta contra a retirada de direitos do trabalhador brasileiro. "Tem muito fascista nesse país querendo acabar com a representação dos trabalhadores. Jamais achei que eles tivessem a petulância de fazer a reforma do jeito que eles fizeram", alertou.

Para Lula, a população está acordando dos efeitos de uma anestesia provocada pelo processo de impeachment. "Deram uma anestesia no povo. Agora estão acordando e percebendo que a cirurgia foi pior para eles. É preciso fazer uma nova cirurgia que é a eleição direta pra presidência e quem sabe uma nova constituinte. A Constituição já recebeu mais de 105 emendas, o que significa que a Constituição de 88 não existe mais", analisou.



Tags: ato, brasil, condenação, eleição, julgamento, lula, manifestação, política, recurso, tribunal

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