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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2018 Fundado em 1891

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Sem acordo rodoviários mantém greve geral para o dia 31 de dezembro

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Não houve um acordo definido entre o Sindicato dos Motoristas eCobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb Rio) erepresentantes das empresas de ônibus, durante a audiência realizadaontem no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que fosse colocadoem dia os pagamentos atrasados de salários, 13°, férias, INSS e cestasbásicas de motoristas e cobradores de ônibus. 

Segundo Sebastião José,presidente do sindicato, ficou determinado pela justiça que asempresas que possuem dinheiro penhorado que não seja para pagamento desalário mensal dos trabalhadores, poderão apresentar os valores depenhora para que o TRT, baseado em cálculos e nas planilhasapresentadas pelo Sintraturb com os valores dos benefícios atrasadosde cada empresa, libere o valor penhorado para pagamento dosatrasados. 

Mesmo com essa possibilidade, que não se sabe se será feitaou não pelas empresas e consórcios, a categoria continua em estado degreve e reafirma a paralisação geral no dia 31 de dezembro até o dia 2de janeiro, quando será realizada nova assembleia para definir secontinuarão parados por tempo indeterminado.    

 De acordo com o presidente, os profissionais vivem hoje umaverdadeira calamidade, já que há 17 meses estão sem reajuste salariale apreensivos com a perda de mais de cinco mil postos de empregos. Eledisse ainda que para piorar a situação, esse mês cerca de 600 ônibusserão retirados de circulação por já estarem velhos e sem uso, o queirá proporcionar a perda de mais de 1200 postos de trabalho, que comcerteza trará um dezembro negro para a categoria.     

"Essa possível liberação de valores que estão em penhora não nosdá nenhuma garantia. Para se ter uma idéia, hoje o consórcio INTERNORTE possui penhorado um valor de  R$ 3.272.716,45 e uma dívida com atrasados que chega há mais de R$ 2 milhões em 13° salário,férias, vale alimentação e demais benefícios. Qual a certeza que essevalor será pago antes do fim de ano? Na verdade a categoria já esta cansada de tantas promessas que não foram cumpridas. Essa briga entre o executivo municipal, Fetranspor e Judiciário, quem acaba sofrendo as consequências são os motoristas e cobradores. Não queremos prejudicara população, mas também não podemos mais aceitar como cordeiros esse sistema de escravidão que as empresas vem nos impondo há muito tempo", disse.

Tags: brasil, greve, onibus, país, rodoviarios

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