Jornal do Brasil

Quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

País

'NYT': Peru alerta sobre novo ponto de droga em fronteira com Brasil e Colômbia

Jornal conta que ministro peruano se precoupa com provável aliança com as Farc

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Matéria publicada nesta sexta-feira (18) pelo jornal norte-americano The New York Times conta que o ministro da Defesa do Peru descobriu um novo produtor de cocaína que está se arraigando no país perto da fronteira com Colômbia e Brasil, e as autoridades locais estão preocupadas com sua ligação com as FARC e os traficantes de drogas. 

A produção de coca e distribuição de cocaína estão se expandindo na região tripla fronteiriça, principalmente porque o Peru intensificou esforços para reprimir os traficantes de drogas no Vraem, onde mais de metade da cocaína peruana é produzida, disse o ministro da Defesa, Jorge Nieto.

"Se formos bem sucedidos em um lugar, eles vão para outro lugar", disse Nieto em entrevista coletiva com meios de comunicação estrangeiros, lamentando o que ele chamou de "efeito barata".

O Peru e a Colômbia são os dois principais produtores de cocaína do mundo e o cultivo de coca na região fronteiriça Colômbia-Brasil triplicou para cerca de 20 mil hectares nos últimos anos, de acordo com um relatório deste ano pela agência de drogas peruana Devida.

O Peru e a Colômbia são os dois principais produtores de cocaína do mundo 
O Peru e a Colômbia são os dois principais produtores de cocaína do mundo 

"Nós temos uma situação muito complicada lá", disse Nieto.

A produção de cocaína na região ainda não está na escala do Vraem, disse Nieto, mas o Peru se preocupa que estes guerrilheiros das Farc que se recusaram a entregar suas armas podem se aventurar no crescente comércio de drogas lá.

Cerca de 7.000 rebeldes das FARC se desmobilizaram como parte de um acordo de paz com o governo colombiano. Mas algumas unidades se recusaram a entregar as armas e devem continuar envolvidas em atividades ilegais, explica New York Times.

"Estas são pessoas que foram treinadas para usar armas e tem feito isso por 20 a 30 anos. É um modo de vida, e é por isso que estamos preocupados", disse Nieto. "Temos de fortalecer nossos mecanismos nessa fronteira".

Times acrescenta que o Peru lutou com sua própria banda dissidente de rebeldes, que se recusou a atender a ordem do Sendero Luminoso Maoísta para derrubar armas na década de 1990 e agora ajuda os narcotraficantes a controlar o Vraem.

Nieto recusou-se a estimar quantos combatentes dissidentes Shining Path operam no Vraem. O governo anterior diz que eram entre 200 e 500 em 2014.

"Cerca de 10 mil oficiais militares no Vraem estão tentando arrancar o controle da região contra rebeldes e narcotraficantes", disse Nieto.

Nieto disse que o Peru também está avaliando o restabelecimento das liberdades civis em oito dos 46 distritos do Vraem, onde o estado de emergência está vigente há anos. Mas os residentes que temem o fim do financiamento de emergência se opuseram à mudança, finaliza.

> > The New York Times

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