Jornal do Brasil

Domingo, 19 de Novembro de 2017

País

Alvo de investigações internacionais, Rei Arthur vive exílio de luxo em Miami

Comandante de operações de Cabral é acusado de comprar votos para eleger o Rio sede da Olimpíada

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O empresário Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, conhecido como "Rei Arthur", apontado como ex-comandante das operações do grupo do ex-governador Sérgio Cabral, vive em uma mansão de luxo, na região de Key Biscayne, em Miami, nos EUA. As informações são de reportagem de Malu Gaspar e Emily L. Mahoney, publicada na revista piauí e no Miami Herald

De acordo com a publicação, o condomínio de alto padrão tem praia privativa, quadras de tênis, cinema, restaurante e, além do estacionamento comum, uma garagem com manobrista destinada especialmente aos carrinhos de golf dos proprietários.

"Porsches e Mercedes entram e saem. Visitantes indesejados são afastados pela segurança. Situada no meio de um terreno de quase 1.000 metros quadrados com piscina, a casa de 500 metros quadrados tem dois andares com paredes envidraçadas que cobrem as cinco suítes", revela a reportagem.

O Rei Arthur é dono de um grupo de empresas de prestação de serviços para governos, que ganhou força durante os governos Cabral e Pezão. A reportagem reforça que o empresário passou a controlar todas as contratações, escolhendo na surdina quem entrava e saía do rol de fornecedores do Estado.

Megaempresário teria pago propina para escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos
Megaempresário teria pago propina para escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos

Evidências de que o caminho de Soares até o topo foi regado a propinas vêm sendo recolhidas por procuradores, que estão no aguardo da chegada das provas recolhidas na França para o Brasil, em uma investigação de corrupção na escolha do Rio para ser sede da Olimpíada.

A reportagem lembra que, em março, o jornal francês Le Monde publicou que Soares teria pagado US$ 1,5 milhão a Papa Massata, filho do presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo, Lamine Diack, por meio da conta de uma offshore, a Matlock Capital Group, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, para comprar seu voto.

O depósito teria ocorrido apenas três dias antes da votação que consagrou a vitória do Rio como sede dos Jogos, em 2 de outubro de 2009, em Copenhague. Mais US$ 500 mil teriam sido depositados em contas de Diack depois da escolha, como uma espécie de bonificação por resultados -- o Rio derrotou Madri por 66 votos a 32.

>> Os dez anos de uma suspeita influência do Rei Arthur sobre os governos Cabral

Tags: investigação, luxo, olimpíada, rei arthur, sergio cabral

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