Jornal do Brasil

Sábado, 24 de Junho de 2017

País

Delação de donos da JBS é divulgada pelo STF e tem cerca de 2 mil páginas

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O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou a íntegra da delação premiada dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos do grupo JBS, controlador do frigorífico Friboi. Na véspera, o ministro Edson Fachin homologou os depoimentos, firmados com a Procuradoria-Geral da República (PGR). São cerca de 2 mil páginas. As oitivas foram gravadas em vídeo.

Nesta quinta-feira (18), após retirar o sigilo dos depoimentos, o STF divulgou o áudio gravado pelo empresário Joesley Batista em uma reunião com o presidente Michel Temer.

Também foram citados os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Zezé Perrella (PMDB-MG), além da ex-presidenta Dilma Rousseff e o ex-ministro Guido Mantega.

Ouça o áudio da conversa:

O áudio tem cerca de 40 minutos. Na conversa, Temer e Batista falam sobre o cenário político, os avanços na economia e também citam a situação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que foi preso na Operação Lava Jato, por volta dos 11 minutos.

Em pronunciamento na tarde de ontem, Temer afirmou que não vai renunciar ao cargo e exigiu uma investigação rápida na denúncia em que é citado. "Não renunciarei. Repito, não renunciarei", afirmou. Em seguida, em nota divulgada à imprensa, o Palácio do Planalto informou que o presidente não acreditou na veracidade das declarações de Joesley referentes ao suborno de um juiz e um procurador.

“O presidente Michel Temer não acreditou na veracidade das declarações. O empresário estava sendo objeto de inquérito e por isso parecia contar vantagem. O presidente não poderia crer que um juiz e um membro do Ministério Público estivessem sendo cooptados”, disse a assessoria do Palácio do Planalto, em nota. "A expectativa do governo é que o STF investigue e arquive o inquérito”, diz o comunicado.

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Da Agência Brasil

Tags: jbs, joesley gravação, presidente, silêncio, Temer

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