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Professores em greve entram em confronto com PMs no Paraná

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Professores em greve entraram em confronto com policiais no entorno da Assembleia Legislativa do Paraná na tarde desta quarta-feira. Diversas bombas de efeito moral foram lançadas, e houve muita correria dos manifestantes. Uma pessoa foi mordida por um cão da PM, e cinegrafistas foram atingidos por tiros de borracha. O deputado estadual Rascá Rodrigues também foi mordido por um cachorro.

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Bombas também foram jogadas de um helicóptero do comando da Polícia Militar que sobrevoava a Assembleia Legislativa. Houve discussão entre os deputados de oposição e o presidente da Alep, deputado Ademar Traiano.

Cerca de 200 pessoas ficaram feridas no confronto entre PMs e policiais no Paraná

Os manifestantes jogaram paus e pedras nos policiais, que revidaram com balas de borracha e bombas de efeito moral. Cerca de 200 pessoas ficaram feridas.

Os professores protestam contra o projeto que altera a previdência dos servidores do Paraná.

A confusão começou por volta das 15h, no Centro Cívico, em frente à Assembleia Legislativa, quando os deputados estaduais começaram a sessão para votar o projeto de lei (PL) que altera a previdência estadual.

Os professores, que estão acampados desde segunda-feira (27) no local, teriam tentado romper perímetro de segurança que a Polícia Militar (PM) traçou em torno da Assembleia Legislativa. A PM reagiu com bombas de gás, balas de borracha e jatos de água. Os manifestantes recuaram, mas os policiais continuam jogando bombas de efeito moral.

No caminhão de som, dirigentes do Sindicato dos Professores do Paraná relataram que servidores ficaram feridos. O sindicato estava transmitindo o protesto na internet pelo caminhão de som, mas o veículo foi rebocado pela polícia. Agora as informações dos representantes dos professores são transmitidas apenas pelo Facebook.

Segundo o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, informou pelo Twitter, a prefeitura foi evacuada para atender aos feridos, que também estão recebendo os primeiros socorros no Tribunal de Justiça. Seis escolas que ficam na região suspenderam as aulas. “Parece uma praça de guerra!”, escreveu Fruet na rede social.

A sessão foi interrompida por cerca de dez minutos e retomada mesmo com o barulho de bombas e gritos do lado de fora.

O projeto de lei em votação na Assembleia Legislativa foi encaminhado pelo Executivo para alterar a previdência estadual. O governo paranaense quer tirar 33 mil aposentados com mais de 73 anos do Fundo Financeiro, sustentado pelo Tesouro estadual e que está deficitário, e transferi-los para o Fundo de Previdência estadual, pago pelos servidores e pelo governo, que está superavitário.

Após ação da PM no Paraná, reforma na previdência é aprovada

Com a Polícia Militar evitando que os manifestantes chegassem perto da Casa com o uso de bombas de gás, spray de pimenta e jatos d’água - o que deixou mais de 150 pessoas feridas, segundo a Guarda Municipal de Curitiba - a Assembleia Legislativa do Paraná aprovou nesta quarta-feira (29), em segunda discussão e em redação final, o projeto do governo Beto Richa (PSDB) que propõe a reforma na previdência do funcionalismo estadual. O projeto foi aprovado em primeira votação com 31 votos favoráveis e 20 contrários.

O projeto do governo do Paraná propõe a migração de 33.556 beneficiários (aposentados e pensionistas), com 73 anos de idade ou mais - que hoje recebem por meio do Fundo Financeiro, bancado pelo Tesouro do Estado - para o Fundo Previdenciário, formado por contribuições do poder público e dos próprios servidores.

Com isso, o governo deixa de pagar sozinho essas aposentadorias e a divide a conta com os próprios servidores, já que o fundo é composto por recursos do Executivo e do funcionalismo. A medida cria uma economia de R$ 125 milhões mensais ao governo.

Entre as justificativas da oposição para votar contra o projeto estão a falta de um estudo que mostre como ficará a sustentabilidade do fundo após as mudanças propostas pelo governo, a ausência de informações sobre o quanto de fato o governo tem a receber como royalties da Usina de Itaipu para aportar ao fundo e a ausência de parecer do Ministério da Previdência sobre as mudanças.

No início desta noite, os deputados deram início a uma sessão extraordinária para votar o projeto em terceira discussão, encerrando seu trâmite no Legislativo.



Tags: magistério, paralisação, paranaenses, polícia, tumultos

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