Jornal do Brasil

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014

País

Ministro diz que governo não teme delação premiada de Paulo Roberto

Agência Brasil

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, informou nesta terça-feira (26) que não acredita que haja receio, por parte do governo, sobre uma possível delação premiada a ser concedida ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Ele está preso desde que foi deflagrada a Operação Lava Jato da Polícia Federal, em maio passado. Segundo o ministro, as investigações sobre irregularidades têm que ser feitas e os responsáveis, punidos.

"O pior que pode acontecer na vida é você sofrer por antecipação de fatos que podem ou não ocorrer", disse o ministro, perguntado sobre a existência de algum temor sobre o tema no Planalto. "O presidente Lula nos ensinou uma coisa que acho que fica bem clara no país hoje: quem não quiser ser investigado, não erre. Neste governo, diferente de outros governos de antigamente, quem erra, não importa quem seja, será investigado, deve ser investigado e paga o preço", respondeu, acrescentando que a Justiça brasileira tem funcionado bem e os mecanismos de investigação têm tido liberdade para funcionar. "Quando você tem essa serenidade de que isso está acontecendo, a gente não tem que ter medo de nada".

Após participar de aula inaugural de um curso de agroecologia em Planaltina (DF), Gilberto Carvalho respondeu a perguntas de jornalistas sobre o resultado da pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira. Ainda sobre as investigações, no que diz respeito à Petrobras, o ministro disse não ver razão para que os bens de Graça Foster, presidenta da estatal, sejam indisponibilizados pelo Tribunal de Contas da União. A análise do caso está marcada para esta quarta-feira (27), segundo o presidente do tribunal.

"Se tem uma pessoa a respeito de quem eu não tenho nenhum receio do ponto de vista da sua conduta profissional e ética, é da nossa companheira Graça Foster. Ela é uma funcionária de carreira, exemplar, ela demonstrou sempre uma dedicação e competência extraordinária", disse o ministro, sintonizando o discurso com as declarações da presidenta Dilma, que já vem defendendo, nos últimos dias, Graça Foster. "Sinceramente não receio [o julgamento], tanto que ela não passou imóveis para nenhum 'laranja', não fez nada na clandestinidade. Ela fez um processo de transferência de patrimônio natural, que a gente que vai ficando velho, como eu, tem que começar a pensar", completou Gilberto Carvalho.

Tags: comissão, estatal, inquérito, parlamentar, Petróleo

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