Jornal do Brasil

Quinta-feira, 25 de Dezembro de 2014

País

SP: polícia apreende celulares recheados de cocaína

Os celulares eram adaptados para enganar os agentes na revista de entrada do presídio 

Portal Terra

Polícia Civil de Araçatuba desmontou na noite desta sexta-feira um esquema de infiltração de cocaína e celulares na penitenciária mais perigosa do País. Em uma operação, o Grupo de Operações Especiais (GOE) apreendeu quatro aparelhos de telefones celulares recheados com cocaína em seu interior, que seriam enviados à Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, onde estão detidos os principais líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Os celulares eram adaptados para enganar os agentes na revista de entrada do presídio e para esconder a cocaína. Dentro deles, cocaína se misturava às placas, chip e outras peças. Os aparelhos, que seriam introduzidos nos corpos de mulheres que visitam parentes e namorados, estavam envoltos em plásticos e papel carbono para não ser identificados pelos aparelhos de raio X durante a revista.  “Elas aproveitavam todo o espaço vazio dentro do celular para preencher de cocaína e daí faziam dois trabalhos de uma vez só”, conta o delegado Seccional de Araçatuba, Nelson Barbosa Filho.

A polícia chegou aos aparelhos depois de realizar blitze em casas suspeitas do bairro Umuarama, na periferia da cidade.  “Os policiais estavam atrás de drogas e acabaram se deparando com estes celulares”, disse Barbosa Filho. Por meio de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça estadual, os investigadores do Grupo de Operações Especiais (GOE) revistaram as casas e em uma delas, encontraram quatro celulares, prontos para serem enviados ao presídio na visita deste sábado, 16.

A apreensão desmonta um esquema de infiltração de celulares que era mantido por um dos presos da P-2 de Venceslau, cujo nome não foi revelado pela Polícia Civil. A preparação dos aparelhos e o local onde os celulares ficavam guardados era a casa da namorada do detento, uma adolescente de 16 anos. A garota confessou o esquema aos policiais e revelou que, além delas, outras mulheres iriam introduzir os celulares nos corpos para entrar com eles na prisão e entregar aos líderes do crime organizado. Segundo a adolescente, elas receberiam R$ 1 mil cada uma para fazer a entrega.

“Elas preparavam o celular e quando chegavam em Venceslau, momentos antes da visita introduziam os aparelhos no corpo e entravam no presídio sem serem flagradas pelo aparelho de raio X”, contou o delegado. No entanto, segundo ele, a adolescente não revelou quantos celulares ela e as amigas já teriam introduzidos na P-2 de Venceslau. A garota foi levada ao Plantão Policial, onde prestou declarações e foi liberada.

A Polícia Civil continua investigando a existência de esquemas semelhantes para aliciamento de parentes de presos para infiltrar drogas e celulares na prisão, que é se segurança máxima.

Tags: celular, drogas, esquema, polícia, são paulo

Compartilhe:

Postar um comentário

Faça login ou assine para comentar.